Toby Collection, pioneer in accessible for children gisele.jorn@uol.com.br

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16/12/2009

Rádio Nova Difusora


A qualidade dos serviços essenciais de atendimento ao público, como saúde, e a vulnerabilidade da criança no meio social foram debatidos na edição de 16/12 último em mesa redonda no programa Ana Paula Rossi, pela rádio Nova Difusora AM 1.540kWz. A mediação foi da jornalista Deusana Thomaz e os convidados comentaram notícias do dia sobre temas que foram manchetes na grande imprensa. No álbum de Gisele Pecchio, na rede social orkut, há mais imagens deste programa.
Descrição da imagem: Gisele Pecchio, Deusana Thomaz (jornalista), Antonio Dantas (presidente do Conselho Municipal da Criança e do Adolescente de Osasco) e Walter Martins (consultor de Marketing), na recepção da Rádio Nova Difusora AM 1.540kWz, após mesa redonda do programa Ana Paula Rossi, em 16/12/09.

08/12/2009

A mensagem de Natal e Ano Novo da Gisele Pecchio, autora da coleção Toby, está gravada em audiovisual postado no YouTube, com espaço interativo para a troca de mensagens com amigos do canal MeninoToby. A imagem utilizada é a do planeta Terra e o texto faz um chamamento à valorização da criança e das futuras gerações que habitarão o planeta. Trecho de Heal the World, de Michael Jackson, foi a música escolhida, em homenagem ao artista. http://www.youtube.com/watch?v=YDHKP_tib40

21/11/2009

A música de Villa-Lobos e as imagens da locomotiva cuspindo fogo e fumaça postadas aqui inspiraram o amigo poeta João Evangelista Rodrigues a escrever, agora há pouco, esses versos autorizados para publicação no blog. João é poeta premiado, professor e jornalista mineiro, autor de letras de músicas e poemas reunidos em livros. Um deles tenho autografado: “O Avesso da Pedra”. João disse não ter o hábito de intitular seus poemas e me autorizou a fazê-lo. Em homenagem à musicalidade e à poesia das paisagens e da gente mineira assim intitulei:

O Trenzinho Mineiro

na estação
o trem caipira
parte em busca do destino
come lenha
bebe água
cospe fogo
faz fumaça
quando passa
faz sinal
dá tiau para quem fica
na janela
o dia inteiro
feito roupa no varal

trem mineiro
não tem pressa
não tem sono
leva gado
leva pedra
leva gente
leva sonho
parte o meu coração


a vida gira
sobre as rodas de ferro
e o trem fazendo vento
se mistura com o tempo
com as nuvens
de meu pensamento
passa rio
passa ponte
passa casa de fazenda
passa roça
passa gado nas montanhas
o menino mais distante
olha o trenzinho caipira
olha tudo e admira
passa Belo Horizonte


na estação
o trem caipira
parte em busca do destino
come lenha
bebe água
cospe fogo
faz fumaça
quando passa
faz sinal
dá tiau para quem fica
na janela
o dia inteiro
feito roupa no varal


trem mineiro
não tem pressa
não tem sono
leva gado
leva pedra
leva gente
leva sonho
parte o meu coração


a vida gira
sobre as rodas de ferro
e o trem fazendo vento
se mistura com o tempo
com as nuvens
de meu pensamento


passa rio
passa

João Evangelista Rodrigues, 2009

Bachianas Brasileiras nº2 lembram 50 anos da morte de Villa-Lobos

Educação musical: toda criança merece conhecer Heitor Villa-Lobos

   Esta semana é dedicada à música do maestro brasileiro Heitor Villa-Lobos (5/3/1887 a 17/11/1959), o maior nome da música modernista no Brasil, tendo influenciado grandes artistas como Tom Jobim.
   "Bachianas Brasileiras Nº 2" é composição de Heitor Villa-Lobos e "Trenzinho Caipira" é parte integrante dessa peça musical. A obra se caracteriza por imitar o movimento da locomotiva com os instrumentos musicais. A melodia recebeu letra composta pelo poeta Ferreira Gullar, outro grande expoente da cultura brasileira.
   Há uma versão desta composição clássica para crianças, na interpretação da cantora Adriana Calcanhoto. Aprecio muito as interpretações de Ney Matogrosso e do grupo musical Boca Livre.
Lá vai o trem com o menino
Lá vai a vida a rodar
Lá vai ciranda e destino
Cidade noite a girar
Lá vai o trem sem destino
Pro dia novo encontrar
Correndo vai pela terra, vai pela serra, vai pelo mar
Cantando pela serra do luar
Correndo entre as estrelas ao luar...

16/11/2009

Livro: o melhor presente para existir futuro
   Até o dia 25 dezembro, os três primeiros livros da Coleção Toby poderão ser recebidos em casa, com a dedicatória da escritora Gisele Pecchio, embalados para presente, por apenas R$30,00 incluindo a postagem. Esta promoção acontece somente até o Natal e é uma ação da própria autora visando difundir o livro como o melhor presente para haver futuro para crianças e jovens. Os pedidos serão atendidos pela própria Gisele, por e-mail ou telefone, e o crédito do valor é feito em conta corrente. Contato: gisele.jorn@uol.com.br  tel.(11)89336030
Descrição da imagem: livros da Coleção Toby oferecidos às crianças que participaram da etapa final de concurso cultural promovido pela organização médica Cruzeiro do Sul. Na foto, livros e cartão com dedicatória de Natal personalizada pela escritora para cada uma das crianças. Para eventos empresariais, Gisele Pecchio faz a entrega, pessoalmente, aos filhos de funcionários, em reunião previamente agendada.
Mais informações com a própria Gisele em gisele.jorn@uol.com.br ou tel.: 11-89336030                                                                                                                                                                                                                            

07/11/2009

O RIO FICARÁ LIMPO QUANDO TODOS FIZEREM A SUA PARTE

Não basta levar mensagens positivas às crianças para motivá-las a adotar práticas corretas por meio de personagens como o cão Toby e livros que valorizam ecossistemas da Mata Atlântica e da Amazônia se eu não valorizar a rua, o quarteirão e o bairro da cidade onde moro.
Para entender as macro-regiões, a aula deve partir das micro-regiões, por isso postei aqui esse vídeo para tentar buscar o entendimento e a solução para um erro muito comum nas ruas das grandes cidades e que de tão comum estamos nos acostumando a conviver com ele em vez de buscar a solução para o mau cheiro, a sujeira e a causa origem de doenças que podem ser evitadas aprendendo a cumprir normas sanitárias e de boa conduta na relação com o meio.
As águas dos rios Pinheiros e Tietê ficarão limpas quando todos fizerem a sua parte. O esgoto lançado na rua escorre até a boca de lobo emporcalhando as sarjetas por onde passa e causando náuseas nas pessoas ao longo da travessia até o desemboque final no rio.
Assim, enquanto houver esgoto sendo lançado nas ruas, de nada adiantarão os esforços do governo e da companhia de saneamento básico para tentar recuperar as águas dos rios. Da mesma forma, será inútil o trabalho das autoridades sanitárias na luta diária para prevenir doenças. Saneamento básico é prevenção.
Para exigir que a Sabesp trate a totalidade da água servida e que a Prefeitura fiscalize bem as ruas da cidade, temos que fazer a nossa parte ajudando a apontar falhas que empobrecem e enfeiam o lugar onde moramos, trabalhamos e ajudamos a manter com os impostos e tarifas públicas.

06/11/2009

CRIANÇAS GOSTAM DE LER E SÓ PRECISAM DE UM "EMPURRÃOZINHO"

Ao contrário do que preconizam alguns setores da sociedade, em parte movidos por interesses do poderoso negócio da educação privada, este filme demonstra a boa performance e o grande interesse pela leitura de alunos da Emef Arthur Azevedo, da rede municipal de ensino da cidade de São Paulo. São crianças de 7 e 8anos, como o menino Lucas que no vídeo lê trecho do livro "Toby e os Mistérios da Floresta" à autora Gisele Pecchio, durante workshop na Biblioteca do IBL na estação do Metrô Tatuapé. Confira e reflita sobre o assunto. Se quiser opine neste espaço de interatividade.

Leitura de capítulo do livro "Toby e os Mistérios da Floresta"

Palestra seguida de workshop de leitura e desenho para colorir com alunos da Emef Arthur Azevedo, da rede municipal de ensino de São Paulo, na biblioteca do Instituto Brasil Leitor na estação do Metrô Tatuapé, dia 4 de novembro de 2009. Participaram 45 alunos e professores.

Leitura de capítulo do livro "Toby e os Mistérios da Foresta"

05/11/2009

















IBL
Gisele Pecchio é recebida na biblioteca
da estação do Metrô Tatuapé
   A tarde ensolarada da última quarta, 4, combinou com a alegre turma de alunos da Emef Arthur Azevedo (PMSP), que foram com os professores Fátima, Denise, Silvana e Alex à Biblioteca do Instituto Brasil Leitor, na estação do Metrô Tatuapé, zona leste de São Paulo, conhecer a escritora Gisele Pecchio.
   Durante uma hora, meninos e meninas de 7 e 8 anos participaram de palestra e oficina literária com a escritora. A segunda meia hora foi dedicada a uma oficina de leitura e desenho baseada em capítulo do livro "Toby e os mistérios da Floresta". Na primeira meia hora a escritora Gisele Pecchio apresentou as histórias e personagens dos seus livros e dialogou sobre a origem e a importância do sistema de leitura e escrita em braile. Os alunos fizeram muitas perguntas sobre o protagonista Toby e tiveram curiosidade de conhecer, além do braile, como o cego lê e escreve por meio digital, o que suscitou falar sobre o software brasileiro DOSVOX (UFRJ).
   Essa interação com 45 alunos e professores da rede municipal de ensino da cidade de São Paulo foi divulgada pelo radialista Milton Jung, âncora do programa CBN São Paulo, que também é escritor e coordenou a coletânea de contos sobre a cidade reunidos no livro "Conte a sua História de São Paulo", mostrado aos alunos pela escritora, durante a palestra. "O rádio é um meio de comunicação fantástico em contribuição ao trabalho realizado pelas escolas em favor da construção da cidadania", justificou Gisele ao citar o trabalho do radialista da CBN.
   Em 16 filmes publicados no YouTube, Gisele mostra um pouco do grande interesse da criança pela leitura e pelos autores. Colaboraram na filmagem: Paula Alves Rodrigues (Metrô), Sueli e Daniela (Instituto Brasil Leitor).

IBL METRÔ TATUAPÉ RECEBE GISELE PECCHIO (Filme 1/16)

01/11/2009
















Livro de Gisele Pecchio é notícia no Paraná
Notícia publicada na edição do dia 21/10/09 do jornal Gazeta do Povo http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/ensino/conteudo.phtml?tl=1&id=936022&tit=Lancamentos-especiais, o maior jornal do estado do Paraná, com sede em Curitiba, informa sobre o lançamento de livros acessíveis aos leitores com necessidades diferentes. A notícia também destaca o livro Toby e os mistérios da Floresta. Complemento à notícia: a coleção Toby iniciou em 2003 e é a primeira no Brasil com edição em tinta, braile e tinta ampliada e audiolivro narrado pela própria autora. Os três primeiros títulos publicados são: Um par de asas para Toby (2003), Toby e os mistérios da Floresta (2004) e Uma Aventura na Amazônia - Raycha (2008). Ler capítulos, opinar e adquirir buscando pela autora Gisele Pecchio em www.livrariacultura.com.br

30/10/2009

Descrição da foto: Joyce, aluna do CCJ Morro Grande, em oficina literária com Gisele
Metrô Tatuapé recebe Gisele Pecchio
na Biblioteca do Instituto Brasil Leitor

Na próxima quarta, 4, às 15 horas, a escritora Gisele Pecchio realizará palestra, seguida de oficina literária com abordagem sobre o Sistema Braille, na Biblioteca do Instituto Brasil Leitor da estação do Metrô Tatuapé. O encontro com a jornalista e escritora Gisele Pecchio é público e terá assuntos como a criação dos personagens da coleção Toby, meio ambiente e inclusão social. A autora é pioneira no Brasil na edição de livros para os públicos infantil e juvenil que podem ser lidos em braille e tinta ampliada, no computador ou ouvidos em audiolivros gravados em Mp3. Ler mais sobre esse assunto em http://www.comunicareonline.com.br/asp/noticiasDet.asp?id=48

29/10/2009

THIS IS IT

Planeta Terra, minha casa, meu lugar.
Uma anomalia caprichosa no mar do espaço ...
(Planet Earth - poema de Michael Jackson)
EARTH SONG é o momento mais emocionante do filme THIS IS IT, na minha opinião. É a letra que melhor expõe o espírito benemérito e o amor planetário de MICHAEL JACKSON.
   Ele, que amava a natureza, ofereceu a força incomparável do seu talento em favor das causas ambientais para despertar a consciência e a esperança.
   Ele, que amava as crianças e foi amado por elas, escolheu uma graciosa menina que brinca com borboletas para no filme representar não só a esperança mas o próprio espírito libertário deste grande gênio da música e da arte universais.
   O cinema, na primeira sessão deste dia 28 de outubro de 2009, estava repleto de escolares uniformizados que foram homenagear o Rei do Pop.
   "LOVE LIVES FOREVER", disse Michael que no filme declama o poema PLANET EARTH, uma declaração de amor ao planeta Terra.
   O diretor Kenny Ortega teve a delicadeza de nos deixar em filme o maior legado do Rei do Pop: o seu amor, que viverá para sempre porque é correspondido por milhões de fãs que jamais deixarão de amá-lo. Gisele Pecchio


Planet Earth, my home, my place.
A capricious anomaly in the sea of space...
(Planet Earth - Michael Jackson's poem)
EARTH SONG is the most exciting moment of the film THIS IS IT, in my opinion. It is the letter that best exhibits the spirit of love and the meritorious planetary MICHAEL JACKSON.

   He, who loved nature, offered incomparable force of his talent in favor of environmental causes to raise awareness and hope.
   He, who loved children and was loved by them, chose a pretty girl who plays with butterflies in the film represent not only the hope but the very libertarian spirit of this great genius of music and art universal.
   The cinema, in the first session of October 28, 2009, was full of school uniforms that were to honor the King of Pop
   "LOVE LIVES FOREVER" said Michael. He recites in the movie the poem PLANET EARTH, a declaration of love to the planet Earth.
   Director Kenny Ortega had the courtesy to let us film the greatest legacy of the King of Pop: your love will live forever because it is matched by millions of fans who will never stop loving him. Gisele Pecchio

THIS IS IT

                                                                                                                                                      
LOVE LIVES FOREVER

"Sou um grande admirador da natureza e é por isso que fico tão irritado quando a cada segundo desaparece do planeta uma área igual a um campo de futebol. É por isso que componho músicas, para despertar a consciência e a esperança nas pessoas... Eu amo o planeta, amo as árvores, suas cores e a mudança das folhas... Adoro e respeito essas coisas...", diz Michael Jackson em This is it. "Já parou para observar que a Terra e os Mares estão chorando?..." cantou ele em Earth Song, filmado em quatro continentes, em lugares onde o ser humano tem causado desgraças, um desses locais filmados é a Floresta Amazônica.

27/10/2009

Michael Jackson



Estarei na primeira sessão, amanhã, na estreia de "This is it".
Jamais pisará nos palcos do planeta um artista de alta performance como MJJ.
Quero guardar na memória as últimas imagens, a voz, a dança e os arranjos.

25/10/2009

"Um forte abraço e sucesso.
Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas".
(Antoine De Saint-Exupéry, in O Pequeno Príncipe)

Mensagem do Prof. Nando, Artes - Colégio Anna Tavares, no livro de presença da sessão de autógrafos de Gisele Pecchio

CONHEÇA O ELENCO DE "RAYCHA"

Reunidos atrás do pano de fundo da sala temática do livro "Uma Aventura na Amazônia - Raycha", na 11ª Feira Cultural do Colégio Anna Tavares (São Paulo, SP) parte do elenco grava apresentação para este audiovisual. Conheça trechos da performance deste trabalho pedagógico em dez arquivos postados na página de Toby em YouTube

COLÉGIO ANNA TAVARES



11ª Feira Cultural
destaca livros e autores
   "Desvendando o Mundo através da Leitura e Escrita" foi o lema da 11ª Feira Cultural do Colégio Anna Tavares (Sistema Objetivo de Ensino), dia 24 de outubro de 2009, em Perus, região norte de São Paulo. Em salas temáticas bem decoradas com elementos referentes ao assunto estudado, os alunos exibiram aos pais e convidados o conhecimento aprendido, na ponta da língua.
   Dois escritores prestigiaram o evento: Elcio Siqueira, doutor em História Social e autor de "O Rio pelos Trilhos" - introdução à história de Perus e Cajamar, e a jornalista Gisele Pecchio, que teve dois livros adotados pela escola, este ano. Ela é autora da coleção Toby, pioneira em acessibilidade por meio de edições em audiolivro, braille e tinta ampliada.
   Uma das dez salas temáticas foi inteiramente dedicada ao livro "Uma Aventura na Amazônia - Raycha", escrito por Gisele Pecchio com orientação do geógrafo Aziz Ab'Sáber. O livro foi trabalhado em sala de aula pelos alunos da 6ª série, sob a coordenação dos professores Andréia e Isley.
   Os alunos da 2ª série trabalharam o tema "Evolução da Escrita" e um dos destaques foi a edição em braille e tinta ampliada do livro "Toby e os Mistérios da Floresta", também da autora, com transcrição e impressão da Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual Laramara.
HOMENAGEM
Professores Andréia e Isley (chapéu), ao lado da escritora Gisele Pecchio e alunos da 6ª série que participaram dos trabalhos na sala temática sobre o livro "Uma Aventura na Amazônia - Raycha.
DESCRIÇÃO DAS IMAGENS

Gisele Pecchio e Elcio Siqueira em sessão de autógrafos





Júlia e Manoela explicando a evolução do sistema de escrita em favor dos leitores com necessidades diferentes de acesso à leitura





Gustavo parodiando o homem pré-histórico




Para ver ampliado ou imprimir, acionar o cursor sobre a imagem

Evolução da Escrita

Na sala temática dedicada à evolução da escrita, entre outros alunos muito bem preparados para expor o tema, estava o encantador Gustavo interpretando o "homem das cavernas". Também estavam as pequenas Júlia e Manoela expondo a edição em Braille e Tinta Ampliada do título "Toby e os Mistérios da Floresta", escrito por Gisele Pecchio com transcrição e impressão da Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual LARAMARA.

Colégio Anna Tavares - OBJETIVO recebe Gisele Pecchio

19/10/2009


Colégio Anna Tavares (Sistema Objetivo) trabalha com dois títulos da Coleção Toby no ano letivo 2009: Toby e os Mistérios da Floresta e Uma Aventura na Amazônia - Raycha. No sábado, dia 24, Gisele conferirá o resultado do aproveitamento pedagógico dos seus livros, pessoalmente, na Feira Cultural promovida pela escola, das 9 às 15 horas. 
http://sites.google.com/site/colannatavares/Home/leitura-sugerida-para-o-projeto-2009 

14/10/2009

Gisele com alunos do Prof. Jaime Oliva, antes da palestra sobre a Amazônia - Um pedaço remanescente da Mata Atlântica abriga o prédio desta universidade. Mais à direita, neste terraço, um lindo Bem-te-vi nos saudava com o seu canto aconchegado no gradil que rodeia a área externa do prédio. Uma pena o pássaro ter ficado fora desta fotografia. Um dia, não muito distante, teremos imensa saudade do frescor destes braços verdes que nos envolve e do canto mágico de alguns dos habitantes desta mata.
Geografia da Amazônia em livro paradidático acessível
   Alunos e professores do curso de Geografia da UNIFIEO receberam a jornalista e escritora Gisele Pecchio em palestra temática para difundir o conceito "livro acessível", dia 16/10. O tema "Geografia da Amazônia" foi baseado no livro paradidático "Uma Aventura na Amazônia - Raycha", da coleção Toby, pioneira em acessibilidade ao público infantil e juvenil. O livro foi escrito com orientação do Prof. Aziz Ab'Sáber (IEA-USP), eternizado na história por meio do personagem Xeique, um mestre que ensina aspectos da geografia e história da Amazônia aos públicos infantil e juvenil.
   Nas postagens abaixo, Gisele Pecchio em palestra às professoras da rede de ensino estadual, no auditório do Centro de Apoio Pedagógico Especializado da Secretaria de Estado da Educação (7/10), e aspectos da oficina de leitura e desenho durante Tarde de Autógrafos da autora na Praça de Eventos do Osasco Plaza Shopping (10/10), onde Gisele se apresenta todos os anos, sempre na Semana das Crianças. Este ano o destaque foi a 2ª edição m Braille e Tinta Ampliada dos livros da Coleção Toby.
                                                                                     
NÃO À PEDOFILIA
SIM À EDUCAÇÃO
Na véspera do Dia do Professor, o programa Ana Paula Rossi, Rádio Nova Difusora AM 1.540 (Osasco-SP) promoveu o encontro do Dr. Ronaldo Azze, renomado professor de Medicina da Universidade de São Paulo e um dos fundadores da Organização Médica Cruzeiro do Sul, com a jurista Diana Ostam Romanini, especialista em Direito Penal, e a jornalista Gisele Pecchio Dias, autora dos livros da Coleção Toby, pioneira no formato acessível para os públicos infantil e juvenil. Ana Paula Rossi, mais uma vez dizendo não à pedofilia, colocou em discussão matéria publicada na edição do dia 14 de outubro, no jornal Folha de S. Paulo, sobre a prisão de estudante de Medicina suspeito de integrar rede de pedofilia. Nas fotos, a apresentadora do programa, Ana Paula Rossi, também legisladora na cidade de Osasco, sua produtora, Cristiane Picão, e os convidados.

12/10/2009

Toby comemora 6 anos no Osasco Plaza Shopping

O lançamento da 2ª edição em Braille Tinta Ampliada dos livros da Coleção Toby, de Gisele Pecchio, aconteceu na Praça de Eventos do Osasco Plaza Shopping, em 10 de outubro de 2009. Na ocasião, a autora comemorou com o público seis anos de missão autoral iniciada em 2003 com o livro "Um par de asas para Toby". Em 2004 saiu "Toby e os Mistérios da Floresta" e em 2008 "Uma Aventura na Amazônia - Raycha", escrito com orientação do geógrafo Aziz Ab'Sáber (IEA-USP). Os livros são de edição da própria autora, à venda nas lojas ou pelo site da Livraria Cultura ou Livraria da Vila nas versões tinta e braille+tinta ampliada+audiolivro. Mais informações sobre autora e obra buscando por Gisele Pecchio em www.livrariacultura.com.br


Crianças foram conhecer Gisele Pecchio e o personagem Toby na Praça de Eventos do Osasco Plaza Shopping durante sessão de autógrafos e oficina de leitura e desenho com a autora, dia 10.


08/10/2009


Gisele Pecchio (Coleção Toby) participa de homenagem a Louis Braille

Organizado pela Comissão Paulistana para o Bicentenário de Louis Braille, realizado no auditório do Centro de Apoio Pedagógico Especializado (CAPE), da Secretaria de Estado da Educação, o Painel 4 -"O sistema de leitura e escrita em braille no processo escolar da pessoa com deficiência visual" aconteceu no dia 7 de outubro de 2009 como parte da programação de ciclo de palestras em homenagem ao inventor do sistema de leitura para cegos.
Está registrado aqui um trecho da palestra da escritora Gisele Pecchio, que integrou a mesa 2, sobre o tema "Livros didáticos e paradidáticos do ponto de vista do autor e a adequação curricular". Gisele compartilhou a mesa, mediada pela Profa. Tânia Regina Resende (CAPE), com as educadoras Marisa Sanchez (Editora Moderna) e Maria Tereza Rocha (PUC - Projeto Acesso). A autora falou sobre a importância dos livros paradidáticos infanto-juvenis acessíveis e apresentou os livros da sua autoria e edição independente (Coleção Toby), trabalho pioneiro no formato acessível para crianças.
Os livros da Coleção Toby se apresentam em tinta, braille e tinta ampliada e audiolivro e foram lançados em 2003. A primeira transcrição e impressão braille saiu pelo Instituto de Cegos Padre Chico. Em 2009, saiu a segunda edição em braille e tinta ampliada, pela Associação de Assistência ao Deficiente Visual Laramara. A instituição inscreveu os livros no V Prêmio Ibero-americano SM de Literatura Infantil e Juvenil.
Neste filme, Gisele explica que defendeu o tema em artigo técnico publicado no caderno de textos da 1ª Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência realizada em Brasília, em 2006. Título do artigo: "Indústria do futuro é antecipada pelo livro acessível", publicado no blog.

05/10/2009

CONVITE

Sábado livre para crianças: boa opção é
conhecer Toby no Osasco Plaza Shopping

   Crianças e jovens com necessidades diferentes de acesso aos livros e à leitura terão a mesma oportunidade de ler ou ouvir as aventuras do cão Toby e seus amigos na Praça de Eventos do Osasco Plaza Shopping (zona oeste da Grande São Paulo), dia 10 de outubro, das 14 às 18 horas, durante lançamento de livros de Gisele Pecchio, autora da coleção Toby, pioneira no formato acessível para os públicos infantil e juvenil. A própria Gisele contará as histórias e lerá com os presentes e os livros poderão ser oferecidos autografados. Uma boa opção de lazer para a Semana da Criança.
  
Serviço
Lançamento de Livros e Autógrafos de Gisele Pecchio - Coleção Toby
Data: 10 de outubro
Horário: 14 horas
Local: Praça de Eventos do Osasco Plaza Shopping
Como chegar: fica a 50 metros da estação Osasco da CPTM, com acesso pela Ponte Orca do Metrô Barra Funda
Imagem: Gisele Pecchio e o personagem Toby em cenário do livro "Uma Aventura na Amazônia - Raycha", ilustração de Gladys Ometto (paisagem em óleo sobre tela) e José Carlos Mecchi (personagem)

Escritora da Coleção
Toby autografa e lê
com o público no
Osasco Plaza Shopping

Há seis anos, Gisele Pecchio lançava “Um par de asas para Toby”, primeiro livro de coleção que traz como protagonista um cão caiçara, filho da Mata Atlântica, que em sua mais recente aventura viajou pela Floresta Amazônica com o mestre Aziz Ab’Sáber. O trabalho da autora será lembrado no painel “O Sistema de Leitura e Escrita em Braille no Processo Escolar do Deficiente Visual” na quarta, dia 7, às 13 horas, em Ciclo de Palestras em Comemoração ao Bicentenário de Louis Braille, organizado pela Secretaria de Estado da Educação. No sábado, dia 10, a partir das 14 horas, Gisele lançará dois livros em braille e tinta ampliada, impressos na Laramara, na Praça de Eventos do Osasco Plaza Shopping. Além de autógrafos, a autora ficará à disposição do público para ler e discutir seus textos.

Quem é Toby? O cãozinho Toby mora na região da Juréia-Itatins e inspirou trabalho pioneiro no Brasil. A Coleção Toby, lançada no dia 4 de outubro de 2003, é a primeira de edição da própria autora disponível em tinta, braille+tinta ampliada e audiolivro, em conformidade com a norma ABNT. A autora está comprometida com temas que valorizam a ecologia, as boas práticas na interação do ser humano com o meio ambiente e acessibilidade à leitura. Seus livros estão disponíveis nas bibliotecas das estações do Metrô de São Paulo em tinta ampliada, braille e audiolivro e o trabalho da autora pode ser seguido pelo www.twitter.com/GPecchio

Agenda da autoraDia 7, às 13 horas – Palestra no Centro de Apoio Pedagógico Especializado (CAPE) da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo, rua Pensilvânia, 151, Brooklyn; Dia 10, das 14 às 18 horas – Autógrafo e oficina de leitura com o público na Praça de Eventos do Osasco Plaza Shopping, Calçadão, centro; Dia 15 (horário a confirmar) – Palestra e Oficina Literária na estação do Metrô Tatuapé, pelo Instituto Brasil Leitor; Dia 16, às 10h. – Palestra aos alunos do curso de Geografia da Unifieo, Vila Yara.

04/10/2009

NATUREZA

                                 
André Trigueiro fala sobre seu novo livro

O autor do lançamento "Espiritismo e Ecologia", André Trigueiro, diz que seu livro teve inspiração em palestra realizada por ele na Sociedade Pró-Livro Espírita em Braille (SPLEB). A leitura da entrevista concedida por ele ao jornalista Alexandre Mansur (Revista Época), é um bom conteúdo para este domingo, dedicado ao Dia da Natureza.
   - O que o espiritismo diz sobre ecologia?
   - A expressão “ecologia” foi cunhada na Alemanha apenas nove anos depois de a primeira edição de o “Livro dos Espíritos” ter sido lançada na França, no inspiradíssimo século XIX do evolucionismo, do positivismo, do comunismo, da psicanálise, e de outras correntes de pensamento referenciais para parcela expressiva da humanidade. Espiritismo e ecologia explicam, cada qual ao seu modo, um universo sistêmico e interligado, o uso racional dos recursos naturais baseado no princípio da necessidade - e não da opulência -, uma nova ética solidária que leve em conta os interesses de todos e não de uma minoria, o respeito a todos os seres viventes. Espíritas e ecologistas também reconhecem a existência de mecanismos de autoproteção da Terra, embora expliquem isso de formas distintas. E estudam os efeitos colaterais da poluição nos dois planos da vida: enquanto a ecologia investiga o impacto dos poluentes na matéria (ar, água, solo), o espiritismo desdobra-se na investigação dos impactos de outros gêneros de poluentes (formas-pensamento, miasmas, etc) no campo sutil, no plano atral, também chamado de psicosfera.
   - Como a ética religiosa pode ajudar a preservar a natureza?
   - Onde se aceita a idéia de Deus, a natureza é entendida como obra divina, onde o sagrado se manifesta de forma rica e exuberante. Depredar a natureza significa macular um sistema em equilíbrio que dispõe de tudo o que nos é necessário para que possamos viver bem. De uns tempos para cá, diversas tradições vem descobrindo a riqueza da teologia ambiental para explicar, cada qual a seu modo, como as leis que regem a vida e o universo precisam ser respeitadas em favor de nós mesmos. Não estamos desconectados do meio que nos cerca. Na verdade, essa ligação é intrínseca e visceral. Se equilíbrio é sinônimo de sustentabilidade, quem busca o equilíbrio através da religião precisa ser sustentável.
   - Você acha que se as pessoas tivessem mais espiritualidade, cuidariam melhor do ambiente?
   - Quem cuida do lado espiritual - e realiza essa busca solitária e persistente de Deus em si mesmo - tende a ser menos dependente dos bens materiais - portanto menos consumista - e mais atento ao legado, aos impactos de ordem material e moral de sua passagem por este planeta. Mas cada vivência espiritual é pessoal e intransferível. A espiritualidade contém todas as religiões, mas uma única religião não contém toda a espiritualidade. A religião também não salva ninguém, mas antes, a disposição de cada um em ser alguém melhor, mais solidário e amoroso. Também é verdade que muita gente que não acredita em Deus - ou na vida após a morte - realiza importantes trabalhos na área da sustentabilidade. Não importa em que se crê, mas naquilo que se faz de verdade em prol dos outros e do planeta que nos acolhe.
   - Como você descobriu o espiritualismo?
   - Em 1987, tive uma curiosidade irrefreável de investigar os livros de cabeceira de minha mãe, onde estavam as obras básicas da Doutrina Espírita. Então iniciei uma aproximação que não teve mais freios nem pudores. Já na juventude, fazendo questionamentos enormes de ordem existencial e procurando respostas que não encontrei em outras religiões, me senti muito bem amparado pelo Espiritismo. Foi um processo natural.
   - Como você começou a relacionar a espiritualidade com a preservação ambiental?
   - Há seis anos, fui convidado para fazer uma palestra em um centro espírita do Rio de Janeiro pelo saudoso escritor, musicoterapeuta e médium Luiz Antônio Millecco, fundador da Sociedade Pró-Livro Espírita em Braile (SPLEB). O tema era “Ecologia e Paz”. Creio que o livro começou a nascer nesta palestra. De lá para cá, através de minhas pesquisas, descobri que o pedagogo francês Hippolyte Léon Denizard Rivail (que usou o pseudônimo de Allan Kardec ao assinar as obras básicas do espiritismo) e o naturalista alemão Ernst Haeckel, tido como o Pai da Ecologia, eram homens de ciência que deixaram um legado importantíssimo para os dias de hoje, em que tentamos entender melhor a origem de múltiplas crises (econômica, social, ética, ambiental) e os caminhos para resolvê-las.

13/09/2009

"Smile, what's the use of crying?
You'll find that life is still worthwhile
If you just smile"

letra: John Turner e Geoffrey Parsons
Música: Charlie Chaplin
Interpretação: Michael Jackson

SMILE though your heart is aching
Smile even though it's breaking
When there are clouds in the sky you'll get by
If you smile with your fear and sorrow
Smile and maybe tomorrow
You'll find that life is still worthwhile
If you just...
Ligh up your face with gladness
Hide every trace of sadness
Although a tear may be ever so near
That's the time you must keep on trying
Smile, what's the use of crying?
You'll find that life is still worthwhile
If you just...
Smile though your heart is aching
Smile even though it's breaking
When there are clouds in the sky you'll get by
If you smile through your fear and sorrow
Smile and maybe tomorrow
You'll find that life is still worthwhile
If you just...

Smile
That's the time you must keep on trying
Smile, what's the use of crying?
You'll find that life is still worthwhile
If you just smile

11/09/2009

ALUNOS DO PAPA REFLETEM

Alunos do professor Eduardo Humberto (Geo), Colégio Papa Mike, durante workshop sobre o livro Uma Aventura na Amazônia - RAYCHA, de Gisele Pecchio, com orientação do geógrafo Aziz Ab'Sáber.
    Por meio de recursos multimídia e mapas, a escritora selecionou duas partes do conteúdo relativo à geografia da Amazônia para conversar sobre a foz do rio Amazonas e sobre o encontro das águas dos rios Negro e Solimões. Gisele exibiu o capítulo "O Xeique" (personagem de Aziz Ab'Sáber), com som do audiolivro que acompanha a edição em braille da obra e imagens do livro em papel (foto). 
    Na abertura do trabalho, a autora lembrou os oito anos do atentado terrorista que destruiu as torres gêmeas do World Trade Center e teria matado mais de 3 mil pessoas, em 11 de setembro de 2001, nos EUA. Acontecimento grave, com influência na geopolítica mundial, culminando com a morte de mais de 100 mil pessoas no Afeganistão e Iraque dois anos mais tarde, em ataques promovidos por tropas norte-americanas e aliados.
    "Enquanto eu escrevia as aventuras do Toby e seus amigos pássaros em meu primeiro livro, Um par de asas para Toby (2003), o então presidente Bush empreendia ataques aéreos sobre a cidade de Bagdá, ato tão hediondo como o ataque terrorista contra os EUA, e que motivou uma reflexão, na pág. 14, sobre o dom de voar ofertado ao ser humano com inspiração nos pássaros mas usado, infelizmente, também para a destruição".
    Gisele aproveitou a data para lembrar aos alunos o extermínio de centenas de nações indígenas como os povos que habitavam a Amazônia, hoje reduzidos a uns poucos milhares, vitimados pelo caos fundiário e pela especulação do capitalismo selvagem.
    O workshop encerrou com uma explanação sobre o livro acessível, tema obrigatório nas falas da autora, e a exibição de um vídeo sobre literatura em braille.

10/09/2009

UMA AVENTURA NA AMAZÔNIA - RAYCHA
Trecho do workshop sobre o livro "Uma Aventura na Amazônia - RAYCHA". 
   — Na foz do Amazonas há uma enorme ilha cuja metade é voltada para o mar, composta de planícies e alagadiços, e a outra metade se compõe de terra firme florestada. De um lado está o estreito de Breves, de outro está a boca norte do rio Amazonas e ao sul está o rio Pará, receptor das águas de Breves e das águas do rio Tocantins.
   Na beira do estreito de Breves, muito largo e por isso recebeu material sedimentado que o rio traz, fechou-se um vão de 22 quilômetros, entre a ilha de Marajó e as terras firmes de Caxiuanã e Portel, restando uns pequenos canais de água originária do rio Amazonas. Baía das Bocas é como a população denominou o local onde esse delta interior acaba, mas várias bocas o identificam.
   — Esse delta é uma letra, professor? —, pergunta Laura.
   — Também é uma letra, a quarta do alfabeto grego. Mas nesse caso aqui é a foz, onde o rio Amazonas deságua no mar, a sua embocadura, que tem ilha de aluvião em formato triangular. Ou seja, tem depósito de argila e sedimentos finos que as enxurradas formam junto às margens ou na foz dos rios.
   O delta de Breves está entre os mais originais deltas de fundo de estuário conhecidos, onde se distribuem cerca de 200 ilhas e o impressionante débito de cerca de 200 mil metros cúbicos de água por segundo, só na boca norte, a principal delas. Tão gigantesco é o volume de água que ela permanece doce até um raio de 150 quilômetros após desembocar no Oceano Atlântico.

09/09/2009

ESTREIA NO BRASIL LEITOR

Brasil Leitor



















Estudantes se reúnem na estação do Metrô para ler e conversar sobre Amazônia, livro acessível e bullying, entre outros assuntos

A chuva pesada que caiu sobre a cidade de São Paulo nesta terça, 8, não impediu o encontro de um animado grupo de estudantes do CCJ Morro Grande, Freguesia do Ó (zona norte), acompanhados da educadora Marina e da assistente Marisa, com a escritora Gisele Pecchio que estreiou no programa Embarque na Leitura, mantido pelo Instituto Brasil Leitor. O animado encontro se deu em palestra e oficina de leitura com abordagem sobre o livro acessível e leitura do capítulo Terra paraoara, de Uma Aventura na Amazônia - Raycha. Os estudantes participaram ativamente formulando perguntas, a maioria sobre o sistema braille, e lendo como o jovem Glauco (blusa vermelha), Thays (blusa rosa) e Joyce (blusa escura)). Também participaram das leituras Camila, Mayara, Daiane, Thayná, Ronaldo, Jefferson Rodrigues e Jefferson Ludgero, Carla, Ariane, Anderson, Michael, Helen, Silas e Sidney.  

08/09/2009

Vila Cultural

Descrição da imagem: págs. 8, 9 e 10 da revista Vila Cultural, set/09. Leia na postagem abaixo a transcrição da entrevista completa, com referências à literatura braille e ao livro acessível, ausentes na matéria editada.

ENTREVISTA

Transcrição na íntegra de entrevista realizada com Gisele Pecchio para compor a matéria Mais do que para crianças, os novos livros infantis são para pessoas, revista "Vila Cultural", edição 64, set/09, págs. 8 a 10. Descrição da Imagem: Capas do livro "Uma Aventura na Amazônia - Raycha", traz as personagens Toby, Laura e Raycha num barco sobre as águas do rio-mar e o Xeique (Prof. Ab'Sáber) com crianças indígenas e vitórias-régias. 














Literatura para crianças
de todas as idades

- Você acredita que existem elementos ou temas específicos que devem fazer parte dos livros infantis?

- O lúdico e o imaginário são importantes na composição de histórias para crianças, sem infantilizar. O que não significa eliminar os diminutivos e a doçura da linguagem mas utilizar elementos do discurso amoroso de forma equilibrada.

- Quais são eles?
- Trazer para a ficção elementos da realidade é uma forma divertida de motivar a criança a experimentar o mundo por meio de imagens, palavras, sons e sensações. Quando transformo um bando de pássaros em “esquadrilha da fumaça” e os apresento como os melhores amigos de um cão estou dando asas à imaginação e abrindo as portas para infinitas possibilidades de pensar e criar a partir de elementos simples. Temas de base à construção do caráter, como a liberdade com respeito às regras e ao próximo, e os valores universais na condução dos destinos do ser humano através dos tempos são importantes na formação psicológica da criança.


- É possível abordar todo tipo de assunto quando se escreve para crianças e jovens? Como isso pode ser feito?
- Igual ao alimento que nutre o corpo físico, a informação nutre o espírito e da mesma forma é preciso parcimônia na abordagem de ambos. Não penso que todo tipo de assunto seja do interesse de todos muito menos que resulte igual para todos. O respeito e a adequação ao foco de interesse do leitor é a base na preparação do cardápio de ideias.


- Qual é o papel do imaginário na literatura infanto-juvenil?
- É o fio condutor que permite enxergar com olhos de vaga-lume o que ninguém vê. É falar a língua dos bichos, das plantas, da terra, dos ventos, das águas e dos deuses. É descrever com precisão lugares, pessoas e sentimentos que jamais se experimentou.


- Presentear a criança com um livro não é garantia que ela vá gostar de ler. Quais são as melhores maneiras de despertar o prazer pela leitura desde cedo?
- É reservar um momento do dia para ler para a criança e sempre que possível levá-la para participar de oficinas de leitura em livrarias e bibliotecas, ambientes muito importantes na formação de leitores e cidadãos críticos. Aprendemos com os exemplos que temos diante de nós.

- O que é melhor, o adulto sugerir os temas e as obras para a criança ou deixá-la escolher o que quer ler?
- O domínio próprio deve ser incentivado, mas penso que as duas formas são apropriadas desde que o adulto e a criança tenham um bom entendimento.


- Contar histórias é uma experiência que as crianças adoram. Como a contação pode contribuir para a criança gostar e se interessar pelos livros?
- A roda de leitura com as crianças, o autor do livro ou o contador de histórias é a forma preconizada como o modelo ideal de motivar a ler. Mas existem outras formas, igualmente eficazes, se movidas pelo desejo honesto de promover a criança. Um bom exemplo é a pequena Liesel que aprendeu a ler com seu pai, de pouca instrução, por meio de um livro que encontrou no cemitério: “Manual do Coveiro” [“A menina que roubava livros”, de Markus Zusak]


- Como surgiu a ideia de lançar os seus livros também em Braille?
- Ao buscar resposta para uma pergunta que fiz a mim mesma, quando escrevi “Um par de asas para Toby” (2003), descobri o imenso abismo que separa o cego do mundo dos livros e das letras. Perguntei-me: “Como uma criança cega lerá este livro?” A resposta: “pelo sistema braille”. Eu só não sabia que poucos detém a solução para as necessidades de leitura de muitos e que as portas não seriam abertas com facilidade para mim (como não são também para os leitores cegos), por mais honesto que fosse o meu desejo de fazer um livro acessível a todos.


- Como foi o processo de realizar este trabalho? Quais as principais dificuldades enfrentadas?
- A falta de apoio decorrente do desinteresse por esse tipo de trabalho. O Instituto de Cegos Padre Chico, escola especializada na educação de cegos pelo sistema braille, por meio de um de seus beneméritos, foi a porta aberta para mim graças ao radialista José Paulo de Andrade (Rádio BAND) que noticiou a minha dificuldade na busca de apoio. A primeira transcrição e impressão braille dos meus livros foi realizada no instituto. Agora acabo de lançar a segunda edição em braille e tinta ampliada, em conformidade com o padrão ABNT, pela Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual Laramara, graças, em parte, ao apoio recebido de uma empresa onde trabalhei. A Laramara, por meio da sua presidente, Mara Siaulys, também inscreveu os três primeiros livros da coleção Toby no “V Prêmio Ibero-americano SM de Literatura Infantil e Juvenil”. Para mostrar que no caminho de uma autora existem pedras mas também há flores, além da orientação de Aziz Ab’Sáber em “Uma Aventura na Amazônia – Raycha”, acabei de ser convidada para colocar Toby em “Embarque na Leitura”, nas bibliotecas do Metrô de São Paulo, uma realização do Instituto Brasil Leitor. Também na música de Zé Paulo Medeiros, “Canção para Toby”, o protagonista das minhas histórias será lembrado pelas crianças.


Gisele Pecchio
Coleção Toby - em tinta, braille+tinta ampliada e audiolivro
. “Um par de asas para Toby” (2003)
. “Toby e os Mistérios da Floresta” (2004)
. “Uma Aventura na Amazônia – Raycha” (2008)
À venda nas lojas das livrarias Cultura http://www.livrariacultura.com.br/ e da Vila www.livrariadavila.com.br

04/09/2009

Descrição da imagem: matéria publicada no jornal A Rua (Grande São Paulo Oeste), pág. 10, 4/9/09, e capa do folder da programação cultural do Metrô de São Paulo, mês de setembro, na estação Santa Cecília. 

Brasil Leitor: Embarque na Leitura
com Gisele Pecchio e Toby
    Na terça, dia 8, às 15 horas, a escritora Gisele Pecchio se apresentará em palestra e oficina literária ao público da Biblioteca Embarque na Leitura da estação Santa Cecília do Metrô de São Paulo. Participam 40 estudantes do colégio CJ Morro Grande (zona norte da capital), convidados pelo Instituto Brasil Leitor, gestor do projeto de incentivo à leitura com o apoio de parceiros como o Instituto Votorantim e o Metrô, entre outros.
    Capítulo do livro Uma Aventura na Amazônia - Raycha, escrito pela autora com orientação do geógrafo Aziz Ab'Sáber, será objeto da oficina de leitura e das discussões sobre meio ambiente e acessibilidade ao livro e à leitura. Gisele Pecchio tem se dedicado a projeto pioneiro editando os próprios livros, reunidos na coleção Toby, em tinta, braille+tinta ampliada e Mp3, desde 2003. Sua obra é direcionada aos públicos infantil e juvenil e possui temática ambiental. O protagonista das histórias é o cãoToby, que mora na Jureía-Itatins.
     Para seguir o trabalho da autora ir em www.twitter.com/GPecchio

03/09/2009

PROGRAME-SE A edição de setembro da Revista da Vila traz entrevista comigo na matéria "Mais do que para crianças, os novos livros infantis são para pessoas", págs. 8 a 10. A entrevista foi editada e apenas alguns trechos foram publicados. Você lê a transcrição do conteúdo da minha entrevista, na íntegra, na postagem do dia 8/9. A publicação é gratuita e circula nas lojas da Livraria da Vila, em São Paulo. A Vila Fradique tem o charme da Vila Madalena e a Vila Cidade Jardim é uma megaloja muito acolhedora. Uma boa dica de programa cultural livre para o final de semana, em São Paulo, é conhecer a Vila que no próximo dia 20, domingo, realizará promoção de livros infantis com desconto de 25%. Na foto, setor de livros infantis da loja que funciona no shopping Cidade Jardim.

01/09/2009

Bembelelém

   A lei municipal 14.925 instituiu na cidade de São Paulo o Dia Municipal do Braille, a ser comemorado anualmente no dia 3 de setembro. O objetivo é favorecer a reflexão e a discussão, por meio de eventos próprios, sobre questões relacionadas à educação, empregabilidade e inclusão social das pessoas cegas e com baixa visão. A lei foi sancionada em 12/5/2009 em homenagem aos 200 anos de Nascimento de Louis Braille, inventor do sistema de escrita e leitura por meio de pontos em relevo.

   No Brasil, o sistema Braille foi introduzido em 1850 por José Alvarez de Azevedo (1834-54), na cidade do Rio de Janeiro, após estudar na escola parisiense de Louis Braille.  Ele foi o primeiro professor brasileiro cego e organizou a primeira escola para cegos na cidade onde nasceu e morreu, precocemente, sete meses antes de inaugurar o Imperial Instituto de Meninos Cegos, mais tarde denominado Instituto Benjamin Constant.

   O patrono da educação de cegos no Brasil e o primeiro professor cego brasileiro, José Alvarez de Azevedo, ainda não recebeu o mérito da sua importante contribuição à educação brasileira de cegos. Nem a escola idealizada por esse educador levou o seu nome e sim de um militar estadista. Encontrei apenas uma instituição de cegos que leva o seu nome, na capital do estado do Pará, o Instituto de Cegos José Alvarez de Azevedo. Parabéns Belém pela merecida homenagem a um educador de reconhecidos méritos e que foi esquecido como são esquecidos tantos valorosos educadores nesse imenso país de curta memória...
Por Gisele Pecchio Dias
Livro acessível inaugura a indústria do futuro
Este artigo foi eixo temático do caderno de textos da 1ª Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, realizada em Brasília, em maio de 2006, pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República. Fui a única escritora de livros para os públicos infantil e juvenil a participar da redação de artigos técnicos para o evento.

   O livro acompanha a evolução da humanidade desde o alvorecer da história. Há quatro séculos inspirou a produção industrial em série, antecipando-se à indústria moderna. No limiar do século 21, novamente o livro se adianta à história da indústria do futuro para universalizar o acesso à informação e ao conhecimento nele encerrados.
   Milhões de brasileiros estão excluídos do direito legítimo à informação, sem a qual não se dá o conhecimento e não se educa um povo para ser livre e empreendedor. Também não há sociedade democrática sem o livre acesso à informação, que não deve ser prerrogativa da minoria. Da mesma forma, não deve ter a minoria o poder decisório sobre o que milhões irão ler, ouvir, assistir e consumir.
   Como pode o livro custar mais caro para o leitor brasileiro do que custa para o leitor norte-americano? Como explicar o preço tão alto no Brasil com todos os incentivos fiscais concedidos pelo governo? Como explicar a falta de acesso ao livro na Idade da Multimídia? Como não oferecer o formato acessível por supostos problemas com o direito autoral? Os profissionais da informática já deram soluções para derrubar esse preconceito. Da parte dos autores, tudo o que desejamos é ver as nossas obras nas mãos dos leitores, seja em que formato for.
   Pirataria? Não há softwares mais violados no mundo do que os produzidos pela empresa de Bill Gates. Isso não impediu que ele fosse um dos homens mais ricos do planeta. A multimídia tem potencial para ser a mais poderosa das formas de comunicação de ideias que qualquer outro meio inventado porque é a junção de todos eles e ainda adiciona a interatividade com o usuário (no caso do livro, o leitor). Ainda é um recurso de alto custo, desafio que pode ser derrubado. Afinal, não foi olhando para os custos que o ser humano desafiou e venceu a gravidade na conquista do espaço.
   A questão do livre acesso ao conhecimento, à informação e à educação por meio desta tradicional mídia, o livro, não se concentra apenas no aspecto relacionado ao preço. A população reclama igualdade de oportunidade no acesso ao livro. Encontrar o livro na livraria e não poder comprá-lo porque é caro é tão ruim como ter o dinheiro para comprar e não encontrá-lo em formato acessível. Há que se encontrar um padrão que atenda às necessidades dos leitores cegos ou com baixa visão e que haja entendimento sobre a necessidade de se banir a vergonhosa dívida social da exclusão ao livre acesso à leitura.

   DIREITO LEGÍTIMO
   A população reclama por mais espaços públicos de acesso ao livro, por acervos mais completos e atualizados e por um formato de livre acessibilidade à leitura. Esse clamor pela inclusão encontra ressonância entre os escritores que não encontram espaços nem iniciativas por parte dos gestores que facilitem o encontro entre autores livres e o público. As bibliotecas, seus acervos, seus recursos de multimídia (quando existem computadores e recursos de interatividade) e horários de funcionamento ainda são insuficientes para atender aos habituais freqüentadores e para atender a um aumento na demanda. Faltam bibliotecas nas microregiões, onde se concentram os pobres excluídos do consumo. O livro e os autores que assim o desejarem precisam estar onde o povo está. E o governo precisa ser o facilitador desse encontro, patrocinando os meios necessários para que ele se dê em igualdade de oportunidade para aqueles que não podem pagar pelo livro, qualquer que seja o formato que ficar acordado entre as partes.
   Eram cegos muitos dos sábios e pensadores da antiguidade e são cegos muitos dos sábios e pensadores da atualidade, nas mais diversas áreas do conhecimento e das manifestações artístico-culturais. São os cegos, os cegos-surdos e as pessoas com baixa-visão a razão maior para nos anteciparmos ao futuro, pagando a enorme dívida social contraída com os brasileiros privados do direito legítimo de ler por falta de acesso em todo o território nacional. Parte deles representada na 1ª Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Brasília, 12 a 15/5/06), sob o tema "Acessibilidade: você também tem compromisso".

   NOVA MENTALIDADE
   Muito antes da criação do alfabeto o ser humano recorria a primitivas formas de registros para se comunicar. O livro já foi produzido com os elementos mineral, vegetal e animal; fez perpetuar o "verbo" em papiro, pergaminho, papel, gravura, manuscrito e iluminura. Nos mais variados modos registrou o pensamento e a evolução humana. De geração para geração, desde os rolos de papiro do antigo Egito e das telas de seda da China, o livro eternizou civilizações nas mais diversas formas para atender à necessidade de comunicação e expressão. E sempre houve quem cuidasse de sua perpetuação como o mais importante ativo da riqueza acumulada pela humanidade nas suas lutas através dos tempos.
   São os anônimos bibliotecários, desde os tempos de Alexandria, que zelam pelo conteúdo encerrado nos livros. Em tempo algum a vida foi fácil para o leitor de livros e jamais deverá ser porque em cada fase da nossa evolução aparecerão desafios. Assim será numa perspectiva evolucionista. Ao leitor do futuro todas essas discussões serão superadas, da mesma forma como nossos antepassados superaram a censura ao livro feita pela Coroa Portuguesa, no início da colonização. De igual maneira como a nossa geração enfrenta com disposição tantas formas de censura e arbítrio que se interpõem no caminho do entendimento e da conquista de uma nova consciência que nos permita cumprir a principal missão na Terra que nos foi dada habitar: a união pacífica entre todos povos e o seu progresso material e espiritual. Nesse sentido, o livro, mais uma vez, e os seus leitores excluídos são os protagonistas de uma nova mentalidade que culminará na indústria com o desenvolvimento de uma série de produtos de leitura acessível.
   O futuro começa aqui. Soyuz, que em russo quer dizer "união".