Toby Collection, pioneer in accessible for children gisele.jorn@uol.com.br

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30/09/2012

Comprei no Mercado Municipal de Osasco

Ontem, 29, com o auxílio da Eva, da mamãe e do Toby fiz compras no Mercado Municipal de Osasco. Faço compras no "Mercadão" desde a adolescência, quando estudei no então tradicional Colégio Estadual Antonio Raposo Tavares (Ceneart), onde representei a escola e, depois, a cidade jogando nos times mirim e infantil de volei e basquete.
O trajeto até lá foi difícil e proibido. Uma perigosa aventura. Minha cadeira foi tocada pelas ruas quase o percurso inteiro, desviando dos carros e dos buracos. Calçadas acessíveis não há. Além de mal conservadas e sujas, são feitas rebaixadas para a entrada e saída de veículos. Pedestres, idosos, cadeirantes e bebês em carrinhos que se danem. Um treino para ver se consigo ir votar no próximo domingo, acaso não haja transporte adaptado, com rampa, para cadeirantes. Espero que Eva possa estar aqui no domingo, senão...

Eliana Aragoni, Casa Coelho, me presenteou com uma rosa branca, a mamãe com
gotas de leite e ao Toby com ossinhos. Há 2 anos e seis meses eu não ia na sua loja.




 

25/09/2012

Votar em 7 de outubro, na luta pela acessibilidade















foto: Gisele Pecchio,
Dia da Bandeira, neste blog

Quando abri os olhos, na UTI, sentindo dores por todo o corpo, inerte abaixo do estômago, nem desconfiava que dores mais intensas sentiria tempos depois, em casa, retomando a luta pela acessibilidade. Não somente pelo direito de acesso ao conhecimento e à leitura para crianças de todas as idades e diferentes necessidades, por meio da Coleção Toby. Minha luta ganhou grau maior de dificuldade. Não consigo chegar até as crianças e professores. Não posso aceitar convites para sessões de leitura e palestras nas livrarias. Não tenho editora nem distribuidora para auxiliar-me a não deixar morrer trabalho editorial pioneiro no Brasil em livros paradidáticos. Sem a Justiça Eleitoral, talvez, nem votar para Prefeito e Vereador na cidade de Osasco, onde moro há 52 anos, conseguirei.

Nesta terça, 18, por telefone, solicitei ao Cartório Eleitoral de Osasco veículo adaptado com rampa para votar em 7 de outubro. Disseram-me que haverá Vans comuns, sem rampa, para atender a esse tipo de demanda. Sugeri que formalizassem por ofício, à Companhia Municipal de Transportes (CMTO), serviço que cuida da gestão do transporte público e mobilidade, da Prefeitura Municipal de Osasco. Não houve resposta sobre minha sugestão.

Telefonei ao pessoal do Servindo, onde estou inscrita para fazer uso do transporte para levar-me às consultas na AACD. Disseram-me que o serviço opera de segunda a sexta, somente para consultas e terapias. Isso eu já sabia e somente tenho o que agradecer pela gentileza e profissionalismo dos motoristas e pessoal da gestão.

Disseram-me, também, que poderia se caracterizar em crime eleitoral a utilização do transporte adaptado para deficientes no dia da eleição. Argumentei que ao oficiar à Prefeitura do Município de Osasco o pedido do veículo adaptado com rampa, a Justiça Eleitoral estaria cumprindo o princípio da igualdade de acesso para pessoas diferentes.

Informei sobre a minha demanda, e a de quem possa se enquadrar no meu estado de comprometimento físico, à deputada federal Mara Gabrilli, a primeira tetraplégica a nos representar no Parlamento. Estou aguardando orientação sobre como poderei exercer o meu direito de votar. Capacidade intelectual não me falta. Faltam-me condições. Meu tempo na cadeira de rodas ainda é restrito, por causa das úlceras de pressão e outras sequelas. Aguento até 4 horas. Meu tempo começa a contar a partir das 10h., quando após banho, curativos e ajuda para vestir-me e sentar-me na cadeira posso ser útil à minha família e à Pátria.

16/09/2012

A maior doença é não ser amado

Recentemente, um homem veio ter comigo na rua e perguntou-me: "A senhora é a Madre Teresa?” Eu respondi: “Sou.” Então ele disse-me: “Por favor, mande alguém à minha casa. A minha mulher está meia louca e estou meio cego. Mas ansiamos ambos por ouvir o som amável de uma voz humana.” Eram gente abastada. Tinham uma casa com tudo. Mas estavam morrendo de solidão, estavam morrendo por não ouvir uma voz humana.
Como é que sabemos que ao lado da nossa casa não vive alguém assim? Sabemos quem são as pessoas, onde estão elas? Vamos à procura delas e, quando as encontrarmos, amemo-las. Depois quando as amarmos havemos de as servir.
Deus continua hoje a amar tanto o mundo que entrega cada um de nós para amarmos o mundo, para sermos o amor Dele, a compaixão Dele. É um pensamento tão belo para nós - e é uma convicção - de que nós podemos ser esse amor e essa compaixão.
Sabemos quem são os nossos pobres? Conhecemos os nossos vizinhos, os pobres da nossa área de residência? É fácil falarmos sem cessar sobre os pobres de outros locais. Muitas vezes, temos os que sofrem, temos os que estão sozinhos, temos as pessoas velhas, indesejadas, sentindo-se profundamente infelizes - que estão perto de nós e nós nem sequer as conhecemos. Nem sequer temos tempo para lhes sorrir.
A tuberculose e o cancer não são grandes doenças. A meu ver, doença muito maior é não ser querido, não ser amado. A dor que estas pessoas sofrem é muito difícil de compreender, de penetrar. Parece-me que é por essa dor que a nossa gente está passando em todo o mundo, em todas as famílias, em todas as casas.
Este sofrimento repete-se em cada homem, em cada mulher e criança. Parece-me que Cristo está novamente sofrendo a Sua Paixão. E temos de ser nós a ajudar essas pessoas - temos de ser Verônica, temos de ser Simão para eles.
Os nossos pobres são gente fantástica, gente muito amável. Não precisam da nossa piedade nem da nossa compaixão. Precisam da nossa compreensão, do nosso amor e do nosso respeito. Nós precisamos dizer aos pobres que eles são alguém para nós, que também eles foram criados pela mesma mão amorosa de Deus, para amarem e serem amados. Fonte: FB


Teresa de Calcutá ( 1910-1997), missionária católica, dizia que o que importa não é o que fazemos mas o quanto de amor dedicamos no que fazemos.