Paulo Freire: educação, filosofia, ética.O jornalista João Rocha Rodrigues, na edição 153 da revista Brasil Almanaque de Cultura Popular, distribuída nos voos nacionais e internacionais da TAM, pergunta ao filósofo Mario Sergio Cortella como foi a sua convivência com o educador Paulo Freire. Cortella disse ter sido uma convivência de 17 anos com um "homem sábio e, por isso, humilde". "Paulus, em latim, significa pequeno. Mas Paulo Freire era um homem tão grande que sabia que era pequeno para poder crescer. Gente grande de verdade sabe que é pequena, e por isso cresce. Gente muito pequena acha que já é grande, e o único modo de crescer é rebaixando outras pessoas".
26/02/2012
MENTIR É TER A ALMA CORROMPIDA
Certas criaturas estão tão corrompidas que usam a mentira para tentar roubar a consciência e a alma de outras pessoas. É preciso muita força espiritual e crer no poder imensurável do divino em nossas vidas para não se deixar abater e perder a alma.
A mente é o céu, é o ponto mais alto do ser humano. Ela abriga o sagrado, o altíssimo, que é a alma, o espírito, o sentimento, parte imaterial do ser.
Também abriga a mente os fenômenos da consciência, da memória, do raciocínio e da vontade de uma pessoa.
Abaixo transcrevo o Fragmento 5 do poeta Affonso Romano Sant'Anna, in Poesia Reunida L&PM,v.2 com a esperança de que leiam e reflitam sobre a mentira as pessoas que diariamente fazem dela o seu instrumento de trabalho e exercício da hipocrisia.
Fragmento 5
Página branca onde escrevo. Único espaço
de verdade que me resta. Onde transcrevo
o arroubo, a esperança, e onde tarde
ou cedo deposito meu espanto e medo.
Para tanta mentira só mesmo um poema
explosivo-conotativo
onde o advérbio e o adjetivo não mentem
ao substantivo
e a rima rebenta a frase
numa explosão da verdade.
E a mentira repulsiva
se não explode pra fora
pra dentro explode
implosiva.
A mente é o céu, é o ponto mais alto do ser humano. Ela abriga o sagrado, o altíssimo, que é a alma, o espírito, o sentimento, parte imaterial do ser.
Também abriga a mente os fenômenos da consciência, da memória, do raciocínio e da vontade de uma pessoa.
Abaixo transcrevo o Fragmento 5 do poeta Affonso Romano Sant'Anna, in Poesia Reunida L&PM,v.2 com a esperança de que leiam e reflitam sobre a mentira as pessoas que diariamente fazem dela o seu instrumento de trabalho e exercício da hipocrisia.
Fragmento 5
Página branca onde escrevo. Único espaço
de verdade que me resta. Onde transcrevo
o arroubo, a esperança, e onde tarde
ou cedo deposito meu espanto e medo.
Para tanta mentira só mesmo um poema
explosivo-conotativo
onde o advérbio e o adjetivo não mentem
ao substantivo
e a rima rebenta a frase
numa explosão da verdade.
E a mentira repulsiva
se não explode pra fora
pra dentro explode
implosiva.
23/02/2012
LILIAN RIBEIRO, A AMIGA CERTA
Há uma prática administrativa que orienta a dar tarefas urgentes aos funcionários mais ocupados. Deixei de cumprir muitos horários de almoço e de saída do trabalho graças a essa teoria.
Para o desenvolvimento das minhas habilidades na administração do tempo e das tarefas foi muito bom. Porém, hoje, plantada igual a uma árvore, na cadeira ou na cama, tenho sofrido horrores para por em prática a teoria na qual acredito: pedir à pessoa certa a coisa certa.
O pior de tudo são as demandas variáveis. Hoje precisei comprar um antibiótico urgente e contei, mais uma vez, com a ajuda do Chefe dos Chefes para me auxiliar a pedir um favor à pessoa certa. Deus enviou a querida Lilian. Veio aqui em casa para me fazer um favor e levou dois outros de brinde.
O melhor de tudo é poder chorar e rir com a Lilian. Ela é uma dessas raras pessoas que se emociona, chora junto e para quem a gente pode confiar a resolução de um problema.
Passou muito da hora de ir para a cama. Tomei um analgésico forte para aguentar vir para o Blog escrever esse relato do dia.
Obriga Deus! Obriga Li!
Para o desenvolvimento das minhas habilidades na administração do tempo e das tarefas foi muito bom. Porém, hoje, plantada igual a uma árvore, na cadeira ou na cama, tenho sofrido horrores para por em prática a teoria na qual acredito: pedir à pessoa certa a coisa certa.
O pior de tudo são as demandas variáveis. Hoje precisei comprar um antibiótico urgente e contei, mais uma vez, com a ajuda do Chefe dos Chefes para me auxiliar a pedir um favor à pessoa certa. Deus enviou a querida Lilian. Veio aqui em casa para me fazer um favor e levou dois outros de brinde.
O melhor de tudo é poder chorar e rir com a Lilian. Ela é uma dessas raras pessoas que se emociona, chora junto e para quem a gente pode confiar a resolução de um problema.
Passou muito da hora de ir para a cama. Tomei um analgésico forte para aguentar vir para o Blog escrever esse relato do dia.
Obriga Deus! Obriga Li!
17/02/2012
DEUS TEM CUIDADO DOS NOSSOS DIAS
Hoje o dia está lindo. Logo cedo recebi o telefonema de um amigo que me aconselhou como um pai aconselha uma filha e a sua amizade me faz bem para o coração.
Também o dia está maravilhoso para o meu irmão. Vítima de assalto à mão armada, teve a carteira com todos os documentos, talão de cheque e dinheiro roubada na saída do banco. Ligou para dizer que um gari da Prefeitura do Município de São Paulo encontrou a carteira com todos os documentos e o talão de cheque num bueiro.
Levaram apenas o dinheiro.
Deus é bom e tem cuidado das nossas vidas.
Também o dia está maravilhoso para o meu irmão. Vítima de assalto à mão armada, teve a carteira com todos os documentos, talão de cheque e dinheiro roubada na saída do banco. Ligou para dizer que um gari da Prefeitura do Município de São Paulo encontrou a carteira com todos os documentos e o talão de cheque num bueiro.
Levaram apenas o dinheiro.
Deus é bom e tem cuidado das nossas vidas.
23/01/2012
Toby acessível está na Livraria Cultura
Alegra-me saber que embora eu ainda não possa ir ao encontro das crianças em divertidas oficinas de leitura e desenho para colorir, as lojas da Livraria Cultura estão sempre enviando pedidos de compra dos livros da coleção Toby. Em 2011 todos os livros pedidos foram vendidos e acabo de receber o primeiro pedido de 2012, uma remessa para a loja do Shopping Villa Lobos. É maravilhoso saber que o meu trabalho autoral continua cumprindo o seu destino nas mãos dos leitores, crianças de todas as idades.
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| Gisele com alunos do Colégio Desafio (Osasco-SP) |
15/01/2012
DEFICIÊNCIA. VIVER DIFERENTE OS MESMOS DIREITOS
Neste 11 de janeiro consegui mais uma vitória: não me aposentar por invalidez. Disse à médica-perita que o trabalho e o abandono de práticas conservadoras no campo das ciências médica, da saúde e das relações humanas são importantes na reabilitação e integração do ser humano. Cada pessoa com algum tipo de deficiência ou necessidade especial é uma oportunidade a mais para aprimorar as relações humanas na família, no trabalho e na sociedade.No Brasil são 46 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência e no estado de São Paulo mais de 3 milhões.
Vivemos num mundo excludente, desde os primórdios da formação dos diferentes povos e culturas sobre a face da Terra. Impera a lei do mais forte.
Se pessoas com deficiência ou necessidade especial ficarem recolhidas em suas casas, em seus quartos, a sociedade perde oportunidade de avanço civilizatório.
Algum dia, aqueles que tiverem a graça de envelhecer, com ou sem saúde para desfrutar as graças da vida terrena, poderão necessitar de meios e modos adaptados para ver, ouvir, andar, falar, sentir ou até para o essencial: comer, beber e necessidades fisiológicas.
No meu caso atual, preciso de ajuda para simples transferências da cama para a cadeira e da cadeira para a cama. Para uma pessoa sem lesões de comprometimento motor isso é natural. Para nós, cadeirantes, é questão de sobrevivência ir buscar ajuda para o simples quando não se pode pagar para ter uma assistente de domingo a domingo, durante 24 horas.
Em Portugal são reinvindicados assistentes pagos pelo Estado para auxiliar pessoas sem condição de auto-ajuda para viver diferente os mesmos direitos.
Enviei à Mara Gabrilli (PSDB-SP), primeira deputada federal tetraplégica, sugestão para estudo de lei que possa vir ao encontro dessa necessidade premente: viver.
O leitor pode estar se perguntando, quem é essa Mara?
Foi reconhecida como a terceira melhor deputada federal no último exercício e, não obstante os limites do seu corpo, é a política que mais tem se empenhado na luta pela quebra de barreiras e para oferecer condições dignas para pessoas que sofrem, invisíveis para a sociedade.
Imagina o que é abrir a porta para pedir ajuda a estranhos para ir para a cama?
Imagina o que é não poder sair do leito por falta de ajuda e meios?
E quando falta a família, pessoas sem condição de auto-ajuda são institucionalizadas até a morte?
Não é o que preconiza a atual legislação dos direitos das pessoas com deficiência.
Até que cheguemos ao último ato no grande espetáculo da vida são necessárias pontes de acesso e não barreiras arquitetônicas, comportamentais e de entendimento entre o insubstituível: os atores do grande espetáculo da vida. Penso ser essa uma das partituras deixadas ao nosso estudo pelo amoroso Maestro.
Vivemos num mundo excludente, desde os primórdios da formação dos diferentes povos e culturas sobre a face da Terra. Impera a lei do mais forte.
Se pessoas com deficiência ou necessidade especial ficarem recolhidas em suas casas, em seus quartos, a sociedade perde oportunidade de avanço civilizatório.
Algum dia, aqueles que tiverem a graça de envelhecer, com ou sem saúde para desfrutar as graças da vida terrena, poderão necessitar de meios e modos adaptados para ver, ouvir, andar, falar, sentir ou até para o essencial: comer, beber e necessidades fisiológicas.
No meu caso atual, preciso de ajuda para simples transferências da cama para a cadeira e da cadeira para a cama. Para uma pessoa sem lesões de comprometimento motor isso é natural. Para nós, cadeirantes, é questão de sobrevivência ir buscar ajuda para o simples quando não se pode pagar para ter uma assistente de domingo a domingo, durante 24 horas.
Em Portugal são reinvindicados assistentes pagos pelo Estado para auxiliar pessoas sem condição de auto-ajuda para viver diferente os mesmos direitos.
Enviei à Mara Gabrilli (PSDB-SP), primeira deputada federal tetraplégica, sugestão para estudo de lei que possa vir ao encontro dessa necessidade premente: viver.
O leitor pode estar se perguntando, quem é essa Mara?
Foi reconhecida como a terceira melhor deputada federal no último exercício e, não obstante os limites do seu corpo, é a política que mais tem se empenhado na luta pela quebra de barreiras e para oferecer condições dignas para pessoas que sofrem, invisíveis para a sociedade.
Imagina o que é abrir a porta para pedir ajuda a estranhos para ir para a cama?
Imagina o que é não poder sair do leito por falta de ajuda e meios?
E quando falta a família, pessoas sem condição de auto-ajuda são institucionalizadas até a morte?
Não é o que preconiza a atual legislação dos direitos das pessoas com deficiência.
Até que cheguemos ao último ato no grande espetáculo da vida são necessárias pontes de acesso e não barreiras arquitetônicas, comportamentais e de entendimento entre o insubstituível: os atores do grande espetáculo da vida. Penso ser essa uma das partituras deixadas ao nosso estudo pelo amoroso Maestro.
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Gisele com aluno Enzo Antonio no Colégio Ofélia.
Ele tem nas mãos um cavalinho que fez com folhas
de papel. A imagem remete ao lendário Dom Quixote.
Tudo a ver com o tema em questão.
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08/01/2012
CULTURA INDÍGENA
Dia destes vi o biólogo Richard (Aventura Selvagem-SBT) num ritual indígena numa aldeia maoé na Amazônia (falo sobre eles no meu terceiro livro: Uma Aventura na Amazônia - Raycha).
Uma luva de palha recheada de formigas é colocada nas mãos de homens da aldeia desde a mais tenra idade.
Richard participou do ritual com um indiozinho de uns 11 anos de idade. No final, chorava de dor e foi parar num hospital para tomar soro e analgésico. Antes, perguntou ao menino-índio:
- Você não sente dor?
Ele respondeu:
- Sinto, mas não choro. Um homem não chora. Aprendi a controlar a dor física com a meditação.
- Nem por amor? - perguntou Richard.
- Ah! Por amor um homem deve chorar sim - respondeu o menino.
É por isso que amo tanto a cultura indígena.
(Publiquei este diálogo em post à Soninha e resolvi compartilhar com todos essa maravilha da cultura indígena)
Uma luva de palha recheada de formigas é colocada nas mãos de homens da aldeia desde a mais tenra idade.
Richard participou do ritual com um indiozinho de uns 11 anos de idade. No final, chorava de dor e foi parar num hospital para tomar soro e analgésico. Antes, perguntou ao menino-índio:
- Você não sente dor?
Ele respondeu:
- Sinto, mas não choro. Um homem não chora. Aprendi a controlar a dor física com a meditação.
- Nem por amor? - perguntou Richard.
- Ah! Por amor um homem deve chorar sim - respondeu o menino.
É por isso que amo tanto a cultura indígena.
(Publiquei este diálogo em post à Soninha e resolvi compartilhar com todos essa maravilha da cultura indígena)
RECEITA
A Soninha pediu e aqui vai a receita. Em casa deu para cinco pessoas e ainda sobrou.
3 ovos inteiros
3 xícaras de farinha
Azeite
Manjericão fresco
Queijo parmesão fresco ralado
Sal
Numa bacia colocar a farinha e os ovos inteiros na proporção de 1 ovo para cada xícara bem cheia de farinha. Adicione um fio de azeite e folhas de manjericão ou manjerona.
Mexa bem a massa com a colher, depois amasse com as mãos até ficar bem consistente.
Vá adicionando mais farinha até que fique no ponto bom para abrir sem grudar.
Divida a massa em pequenas porções para facilitar a abertutra da mesma com o rolo de macarrão.
Pegue cada porção e vá abrindo até ficar a 1 ou 1,5 milímetro de largura e do comprimento suficiente para enrolar feito rocambole a 20 ou 25 centímetros de comprimento.
Esta receita rende em torno de sete placas de massa para enrolar.
Deixe-as secando um pouco sobre a mesa enfarinhada por alguns minutos.
Depois enrole e corte em tiras de 0,6 centímetros ou da largura desejada.
Ferva água em caldeirão ou panela, adicione sal a gosto e um fio de óleo.
Por último coloque para cozinhar as tiras de macarrão.
O cozimento é bem rápido.
Adicione o molho de sua preferência.
Eu e a Pamela escolhemos molho ao sugo e quem preparou foi a nossa queridiíssima Fany.
Marianna e Lourenço vieram prontos para degustar e ajudar a lavar a louça.
T
Toby ficou só olhando, feliz da vida porque a família se reuniu à mesa pela primeira vez este ano.
3 ovos inteiros
3 xícaras de farinha
Azeite
Manjericão fresco
Queijo parmesão fresco ralado
Sal
Numa bacia colocar a farinha e os ovos inteiros na proporção de 1 ovo para cada xícara bem cheia de farinha. Adicione um fio de azeite e folhas de manjericão ou manjerona.
Mexa bem a massa com a colher, depois amasse com as mãos até ficar bem consistente.
Vá adicionando mais farinha até que fique no ponto bom para abrir sem grudar.
Divida a massa em pequenas porções para facilitar a abertutra da mesma com o rolo de macarrão.
Pegue cada porção e vá abrindo até ficar a 1 ou 1,5 milímetro de largura e do comprimento suficiente para enrolar feito rocambole a 20 ou 25 centímetros de comprimento.
Esta receita rende em torno de sete placas de massa para enrolar.
Deixe-as secando um pouco sobre a mesa enfarinhada por alguns minutos.
Depois enrole e corte em tiras de 0,6 centímetros ou da largura desejada.
Ferva água em caldeirão ou panela, adicione sal a gosto e um fio de óleo.
Por último coloque para cozinhar as tiras de macarrão.
O cozimento é bem rápido.
Adicione o molho de sua preferência.
Eu e a Pamela escolhemos molho ao sugo e quem preparou foi a nossa queridiíssima Fany.
Marianna e Lourenço vieram prontos para degustar e ajudar a lavar a louça.
T
Toby ficou só olhando, feliz da vida porque a família se reuniu à mesa pela primeira vez este ano.
Macarrão caseiro
Com a ajuda da Cleide hoje me vesti, estou firme na cadeira e contarei com a ajuda da Pamela para fazer macarrão caseiro (uma das minhas habilidades culinárias). Será um exercício para o meu equilíbrio de tronco. Gostaria que a Cleide e o Edu almoçassem comigo. Ele está no plantão e ela deve descansar para trabalhar à noite. Também precisa se recolher na individualidade para chorar a morte da sua Meg. Vi a foto dela no celular da Cleide. É a carinha do Toby. Mais uma estrelinha que brilhará no céu para toda a eternidade, no colinho de Jesus.
Se alguém quiser a receita do meu macarrão envio por e-mail.
Se alguém quiser a receita do meu macarrão envio por e-mail.
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