Toby Collection, pioneer in accessible for children gisele.jorn@uol.com.br

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29/03/2011

Toby é cardíaco

O poodle Toby, cuidado por mim com muito amor desde que assumi o compromisso de zelar por ele, há cerca de 5 anos, passou mal no início desta noite. Na cadeira de rodas, com fortíssima dor na coluna e os pés gelados, assisti Toby deitado ao meu lado com os olhos paralisados, babando e com falta de ar. Liguei para a médica-veterinária Renata Agostinho, da Du´Dog, pedindo socorro. Ela já estava fechando a clínica para ir para casa e veio imediatamente socorrer o seu paciente. Toby é melhor tratado por ela do que eu sou por alguns médicos que já conheci nesta vida. Sem falar daqueles que abandonam seus cães e familiares como quem descarta uma sucata que não serve mais aos seus interesses e caprichos imediatos e descompromissados com os valores que devem nortear a nossa conduta nesta breve passagem pela vida mundana.
Duvido que algum deles viria me socorrer numa crise cardíaca com a rapidez e o amor da médica Renata. A qualquer momento eu ou mamãe poderemos necessitar deste atendimento em casa e sei que não teremos a mesma sorte.
Bem, fico por aqui, depois deste susto, com mais uma receita para a compra de remédios, desta vez não para mim mas para o pequeno Toby que também necessitará de ração especial para cães cardíacos. Comprarei e cuidarei dele com o maior amor, sempre com a ajuda da mamãe, enquanto Deus nos prover neste difícil momento das nossas vidas.
Toby tem um papel muito importante em nosso lar: alegra-nos com suas brincadeiras correndo atrás da bola (igual ao personagem dos meus livros) e late quando a ambulância chega para a enfermagem medicar-me. Mamãe é deficiente auditiva e sem Toby eu não estaria sendo medicada à noite e de madrugada.
Que Deus reserve um bom lar para Toby quando eu e mamãe não mais tivermos forças para cuidar dele. A nossa "buzininha".

EXAMES SOLICITADOS

Hoje foi realizada coleta para exames de sangue e urina pedidos pela infectologista do hospital, de acordo com pedido feito pela médica fisiatra da AACD. Ela também quer ver ultrassom da bexiga e do abdomem.
Logo, logo devo passar em consulta no hospital para avaliação do resultado dos exames. Por aqui sigo tentando vencer a inércia, totalmente dependente de alguém até para ter acesso ao computador e escrever esse diário e pedir SOCORRO. Preciso conseguir uma cuidadora para eu poder dar continuidade ao tratamento em casa onde melhorei muito, graças ao amor e cuidados da mamãe com a minha alimentação.
Também estou inscrita para avaliação no Instituto Lucy Montoro, do Hospital de Clínicas da USP.
Minha coluna doe e as pernas estão frias e rígidas. Preciso conseguir ajuda para voltar para a cama.

25/03/2011

Editora Moderna escolhe livro da Coleção Toby

Tenho escrito neste blog somente notícias melancólicas sobre o grave estado em que me encontro após acidente com trauma raquimedular que me deixou na cadeira de rodas, com várias sequelas. Mas para os leitores e admiradores do meu trabalho autoral único, informo que o terceiro livro da coleção Toby: Uma Aventura na Amazônia - RAYCHA foi escolhido pela editora Moderna para compor um dos seus catálogos dirigidos à 5ª série. Quando a editora me ligou pedindo a minha autorização para publicar a capa não sabia se chorava de alegria ou dor. Eu estava deitada torta na minha cama hospitalar, em casa, tomando antibiótico. Nem tudo são dores e flores. A vida é assim. Temos que enfrentar até o limite das nossas possibilidades.

AACD Osasco

Em 3 de março último fui avaliada pela médica fisiatra da AACD de Osasco. Ela não gostou dos exames de imagens da minha coluna e do meu quadril e disse que não comentaria por motivo ético. Entregou-me por escrito pedido de avaliação da paciente ao colega ortopedista responsável pela minha cirurgia (foram 3 na coluna e duas no quadril). Ela quer saber sobre o quadro de paraplegia com soltura de material de síntese na coluna (último segmento), pediu inúmeros exames de sangue, ulttrasom da bexiga e do abdomem ao hospital ao qual estou conveniada.

Amanhã completo o terceiro mês do tratamento com o antibiótico tyenam em casa, via venosa, de oito em oito horas. Mamãe segue firme, abrindo a porta para a enfermagem do hospital até a meia noite. Choro pela dor da inércia em que vivo e pela dor intensa na coluna e nas úlceras de pressão que não cicatrizam pela falta de um protocolo único no que se refere aos cuidados. O hospital não fornece pomadas nem os cuidados, apenas o antibiótico para curar uma infecção decorrente da osteonecrose de parte do meu fêmur direito (uma fratura na bacia não cuidada que evoluiu para este quadro infeccioso e o apodrecimento ósseo na região). O Serviço Domiciliar da Prefeitura de Osasco alega falta de medicamentos para as úlceras.
Para uma pessoa super ativa como eu sempre fui, a dor da inércia é maior do que a dor do corpo físico, que sofre com os espasmos e a tortuosidade da coluna e do quadril. A coluna foi entregue reta pelo Samu e saiu torta do hospital, sem falar do quadril esquecido e operado somente seis meses após eu ter dado entrada com politraumas na emergência do hospital.
Para piorar, minha cuidadora vai me deixar para visitar a mãe no Recife.
Preciso de solução urgente e sei que deveria ter dado entrada num hospital de alta complexidade como o HC. Mas temo, agora, para corrigir o que deve ser corrigido e me reabilitar, ser mais um número como fui tratada até aqui e ficar longe de casa, sem poder dar assistência à minha mãe e sem poder manter minha higiene pessoal no excelente padrão que tenho mantido em casa. Sem falar que voltei a comer e ganhei vida graças ao amor da mamãe no preparo da nossa refeição. No hospital, onde fiquei por oito meses, deixei de apreciar o gosto pela comida, fiquei anêmica e esquálida.
Que Deus nos abençôe e que toque o coração dos médicos e dos burocratas da saúde e da medicina para que eu possa receber os cuidados de que necessito para viver. Amém.