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20/06/2015

VIVER O AMOR INFINITO

Outono, junho, 14. Conseguir sair num domingo de outono e comprar duas blusas para Fany foi uma alegre passagem de estação. Nem liguei para o vento gelado levantando folhas secas e sacos plásticos desafiando as rodas dianteiras da minha cadeira. Desafio maior é conviver com a dor torturante das lesões na coluna, na pele e sorrir. Minha mãe tem bom gosto comprou duas blusinhas lindas, uma de estampa floral e outra azul com bordado branco abaixo do decote. Passeio curto, de grande significado para mim. Sempre aparece alguém para me ajudar a subir, descer rampas e vencer calçadas e ruas esburacadas com perigosos desníveis. Em casa, na volta do passeio, nos abraçamos e dissemos uma para a outra: “Estaremos sempre juntas até o infinito”. O amor infinito é fundamento e não sentimento, por isso vive para sempre.

AMIZADE SE RENOVA NA PASSAGEM DA ESTAÇÃO
Outono, junho, 15. Estava terminando de costurar uma adaptação que precisei fazer numa roupa e pensando em telefonar para a amiga Elzi quando ela me ligou dizendo que estava chegando para uma visita. Nordestina vinda de São Luís, Maranhão, terra do poeta Ferreira Gullar, para estudar, trabalhar e vencer em Osasco, São Paulo. Nossa amizade vai se fortalecendo a cada passagem de estação. Ela me trouxe uma seleta de riquezas da terra, entre elas as castanhas do Pará. Amizade é o mais puro amor, sempre presente e se renovando. Um desafio para o poeta traduzir.

Descrição da imagem: Elzi e eu com a seleta de frutas nas mãos tendo do lado esquerdo um poema de Ferreira Gullar.

Clicar com o mouse para ver e ler ampliado o poema Traduzir-se

 

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