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16/09/2012

A maior doença é não ser amado

Recentemente, um homem veio ter comigo na rua e perguntou-me: "A senhora é a Madre Teresa?” Eu respondi: “Sou.” Então ele disse-me: “Por favor, mande alguém à minha casa. A minha mulher está meia louca e estou meio cego. Mas ansiamos ambos por ouvir o som amável de uma voz humana.” Eram gente abastada. Tinham uma casa com tudo. Mas estavam morrendo de solidão, estavam morrendo por não ouvir uma voz humana.
Como é que sabemos que ao lado da nossa casa não vive alguém assim? Sabemos quem são as pessoas, onde estão elas? Vamos à procura delas e, quando as encontrarmos, amemo-las. Depois quando as amarmos havemos de as servir.
Deus continua hoje a amar tanto o mundo que entrega cada um de nós para amarmos o mundo, para sermos o amor Dele, a compaixão Dele. É um pensamento tão belo para nós - e é uma convicção - de que nós podemos ser esse amor e essa compaixão.
Sabemos quem são os nossos pobres? Conhecemos os nossos vizinhos, os pobres da nossa área de residência? É fácil falarmos sem cessar sobre os pobres de outros locais. Muitas vezes, temos os que sofrem, temos os que estão sozinhos, temos as pessoas velhas, indesejadas, sentindo-se profundamente infelizes - que estão perto de nós e nós nem sequer as conhecemos. Nem sequer temos tempo para lhes sorrir.
A tuberculose e o cancer não são grandes doenças. A meu ver, doença muito maior é não ser querido, não ser amado. A dor que estas pessoas sofrem é muito difícil de compreender, de penetrar. Parece-me que é por essa dor que a nossa gente está passando em todo o mundo, em todas as famílias, em todas as casas.
Este sofrimento repete-se em cada homem, em cada mulher e criança. Parece-me que Cristo está novamente sofrendo a Sua Paixão. E temos de ser nós a ajudar essas pessoas - temos de ser Verônica, temos de ser Simão para eles.
Os nossos pobres são gente fantástica, gente muito amável. Não precisam da nossa piedade nem da nossa compaixão. Precisam da nossa compreensão, do nosso amor e do nosso respeito. Nós precisamos dizer aos pobres que eles são alguém para nós, que também eles foram criados pela mesma mão amorosa de Deus, para amarem e serem amados. Fonte: FB


Teresa de Calcutá ( 1910-1997), missionária católica, dizia que o que importa não é o que fazemos mas o quanto de amor dedicamos no que fazemos.

Um comentário:

  1. Hoje recebi a graça de ter merecido ser cuidada por mãos caridosas e desinteressadas. O Senhor enviou uma enfermeira, uma querida minha e da mamãe, que tirou-me da cama para banhar-me e depois tratou das feridas em meu corpo, com muito amor.
    Sempre coloquei o melhor de mim em todas as tarefas que executei na vida. Sempre coloquei o amor em tudo o que fiz. Penso ter esse crédito com Deus e espero continuar colocando todo o amor deste mundo em tudo o que eu puder fazer com meus braços, já que as pernas me faltam. E que as crianças continuem sendo meus professores. Com a graça de Deus terminarei meus dias entre elas, mais aprendendo do que ensinando.

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Agradeço pela sua presença. Abraço meu, Gisele