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05/10/2014

FALTA DE RESPEITO AO ELEITOR DEFICIENTE FÍSICO

OSASCO (SP) - Significativo número de eleitores com deficiência física, mobilidade reduzida e dependente de veículo adaptado e acompanhante como única condição para exercer a cidadania não puderam votar no primeiro turno, neste domingo. Foi o meu caso, que, além disso, planejei com três dias de antecedência minha ida à 213ª zona eleitoral, no colégio Ceneart, a poucas quadras da minha casa. 
Precisei pedir ajuda a um casal amigo para me levar, tocando a cadeira pelas ruas porque calçadas são com rampas para veículos ou estão esburacadas. No portão de entrada ao colégio os eleitores eram dispensados com a informação, sem justificativa, de que era para irmos votar na Unifieo. A universidade fica distante do centro, está localizada na entrada da cidade e quem depende de planejamento e veículo adaptado não votou.
O pior foi tentar exercer outro direito, o de expressão, no site do TRE. Não há transparência, qualquer informação sobre a mudança do local de votação, nem campo para reclamar. Também não posso justificar pelo site, na era da tecnologia da informação. Tenho que comparecer, pessoalmente, a outro agora longínquo endereço da cidade.
Senti não votar, em especial pelos candidatos que me representam e representariam muito bem no Legislativo, um deles em estágio maduro da sua missão como político.
Fica registrada a minha decepção e o esforço que fiz para tentar votar, com feridas (úlceras por pressão) na bunda, na coluna, seis parafusos de oito centímetros soltos na cervical, sacrificando meu sofrido esqueleto, além de sonda uretral de demora.
Direito à informação, ao exercício da cidadania e de
expressão foram negados de forma desrespeitosa pelo TRE,
na cidade de Osasco (SP)





 

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