Toby Collection, pioneer in accessible for children gisele.jorn@uol.com.br

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01/12/2010

Gi, querida:

Acabo de saber de seu acidente, por um e-mail que recebi, gerado pelo Orkut, e com uma mensagem de sua mãe.
Vamos trocar experiências.
Também estou sem andar por conta de uma doença neurológica degenerativa que afetou meu equilíbrio e marcha. Não podendo ficar em pé sem auxÌlio, utilizo uma cadeira de rodas para me deslocar. Para complicar, moro numa ilha, com poucos recursos.

Força, moça !

Um beijo,

Sergio


Sergio, querido,




Chorei muito por nós.


Não desejo para a pior criatura deste mundo a forte provação pela qual passamos.


Graças a Deus você casou e tem o amor da mulher e filhos.


Eu tenho uma adorável mãe, que no alto dos seus 89 anos me ajuda como pode.


Tenho uma cuidadora de 2ª a 6ª mas aos sábados e domingos ficamos sós.


Sempre fui muito trabalhadora e ia para a cama somente tarde da noite após tomar meu banho. Sempre gostei de dormir e acordar limpinha e cheirosa.


Hoje, somente saio da cama com ajuda para o banho e higiene.


Tenho uma cirurgia extensa nas costas, de T2 a L1 devido a uma queda de 4,5m, além de três úlceras de pressão. Minha bacia foi negligenciada pelos médicos e está torta à direita.


Quase perdi a perna direita devido a esse problema que gerou uma série de infecções hospitalares.


Agora estou em casa, após 8 meses de hospital, com febres que se arrastavam por dias e noites, onde entrei com fratura de clavícula, perfuração de pulmão, trauma raquimedular e no quadril.


Sofro com dores e limitações no paraíso do meu lar, ao lado da mamãe que jamais me abandonará*.

Beijo meu, Gi


nota: Sergio é economista e jornalista pela USP e recebeu de Deus o dom das letras em forma de poesia e da crítica literária. É dele um dos comentários na contra capa do meu primeiro livro: "Um Par de Asas para Toby".

(*) Temos em casa um cãozinho poodle de nome Toby, batizado assim pela minha sobrinha Marianna em homenagem ao personagem Toby. Pessoa alguma chega até mim sem passar por ele. Um amor de cãozinho, "uma virtude que impedida de tomar forma humana fez-se animal", como disse o escritor Victor Hugo. Por isso, "não te envergonhes se, às vezes, os animais estejam mais próximos de ti do que as pessoas. Eles foram criados pela mesma mão criadora de Deus que nos criou. É nosso dever protrgê-los e promover o seu bem estar", disse Madre Tereza de Calcutá. "Eles dividem conosco o privilégio de ter uma alma", segundo Pitágoras.

4 comentários:

  1. Gisele,que carinhosa mensagem de seu amigo!Espero que continue forte para vencer mais esse desafio da vida!Gostamos muito de vc,menina!Bjs,

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  2. Prima Gi...Estamos sempre pensando em vc.Tenho tido notícias constantes pela prima Nivia.Olha só que coisa boa...logo, teremos mais um jornalista na família.Meu filho mais novo foi para o terceiro ano na Cásper.Espero que seja tão competente e batalhador como vc.Ele tem um super orgulho do que está fazendo.Beijos Lycia Fernanda.

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  3. Olá !
    Dei uma passada por aqui. Gostei muito do que encontrei, não conheço seu trabalho... mas pensei essa pessoa é do bem...e quis deixar aqui o meu registro solidário pra que possa continuar a batalha de seguir em frente com fé, coragem e se doando em amor através do seu trabalho.
    Muita luz e força para construir uma forma possível de continuar.
    Abração
    Sandra Helena

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  4. Convivo com dois lindos poodles, ficando velhinhos.O zig fará 12 aninhos e o luck fará 10. O primeiro era da esposa do meu filho que lhe deu quando noivaram, depois ela não quis mais.(?), o segundo da minha neta que está comigo,mas é mais meu que dela..rs.Amo-os de montão,são carinhosos,inteligentes,amigos,tudo de bom!

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Agradeço pela sua presença. Abraço meu, Gisele