04/05/2013


Há momento na vida
em que tudo o que precisamos é do amor
e das amizades que fomos capazes de semear.
Nossos anjos nos guardam e guiam e
jamais nos perderemos no caminho,
mesmo à beira do vale da morte.


Mês de Maria, das Mães, do Anjo Protetor
que me ofertou esta bonita reprodução da obra
"Anjo da Guarda", quando ainda no berço eu dormia, inocente.
Gisele, Maio, 2013

25/01/2013

Parabéns cidade de São Paulo! Minha vida começou numa das salas de parto da extinta Maternidade de São Paulo, na rua Frei Caneca, a alguns metros da avenida Paulista, que encerrou atividades em 2003 devido a problemas financeiros. Lá nasceram personalidades como o piloto Ayrton Senna, Paulo Maluf e Orestes Quércia, ex-governadores de São Paulo que nada puderam fazer para evitar o fechamento da maternidade, onde nasceram ricos e pobres, em igualdade de condições que já não há na medicina. Seu futuro é incerto. Fala-se na construção de um hotel ou numa unidade de famosa rede de medicina privada, para poucos.









A bendita enfermeira Benedita

Minha história começou na Maternidade de São Paulo, na mais fria noite de São João que os meus pais enfrentaram na Capital. Eles me contaram que naquela noite, no mesmo instante em que eu vim ao mundo, um balão com a tocha ainda acesa caiu no quintal da casa onde morávamos, na rua Albuquerque Lins, Barra Funda.

No mesmo instante em que o balãozinho de São João pousava manso sobre o piso gelado do quintal da nossa casa, nascia uma menina gorducha, cabeluda e muito chorona, que não cabia na caixinha do berçário, caixinha essa onde os bebês são colocados feito uns pãezinhos, um ao lado do outro, quando nascem.

Passados 17 anos, desde o meu nascimento, voltei à rua Frei Caneca para estudar no Colégio Etapa. Passava todas as manhãs pela calçada da Maternidade de São Paulo, onde testemunhei os passos largos e apressados de seu exército de médicos e enfermeiros, com suas roupas sempre alvas.

Num daqueles dias, sentou-se ao meu lado, no ônibus, a enfermeira Benedita. Ela achou bonito o meu sorriso e os meus cabelos e pôs-se a conversar comigo. Durante a conversa, uma revelação que jamais esquecerei: Benedita era uma das enfermeiras que assistiu ao meu parto. Ela lembrou-se do nome da mamãe, que se chama Fany Pecchio, e de uma particularidade: eu era gorducha, tinha cabelos negros e densos e não cabia na caixinha do berçário. Disse-me que sugeriu à minha mãe que eu me chamasse Joana, por ter nascido naquela noite especial, de São João. Mas meus pais resolveram que seria Gisele o meu nome.

Antes de saltar do ônibus, a enfermeira Benedita tirou uma aliança de prata de um dos dedos da mão esquerda e deu-me como lembrança. Jamais esqueci do olhar e das mãos daquela anciã que me trouxe ao mundo. Jamais deixarei de me emocionar quando caminhar pela rua Frei Caneca e me lembrar que a minha história com São Paulo começou ali, em 24 de junho de 1959, numa das salas de parto da Maternidade de São Paulo, onde nasceram ricos e pobres, de muitas gerações, em igualdade de condições que hoje já não mais há na Medicina. Nem a Maternidade de São Paulo existe mais. Ela estaria hoje com 112 anos se não tivesse falido após longa agonia, sem qualquer socorro por parte daqueles que trouxe ao mundo, entre eles grandes empresários e políticos. Seu prédio será sepultado para sempre e no terreno onde nasceram tantos deverá ser erguido mais um espigão de concreto.

Por Gisele Pecchio Dias, do livro Conte sua história de São Paulo, organizado pelo âncora da Rádio CBN Milton Jung, Editora Globo, capítulo I, 2006, pág. 35

A jornalista Lea e o fotógrafo Rubens me inspiraram a continuar contando um pouco mais da minha história por meio de resposta aos comentários, nesta postagem.

 

19/11/2012

1ª edição, da Autora, em tinta, audiolivro, braile+ tinta ampliada, Livraria Cultura www.livrariacultura.com.br

PROFESSORES - EDITORA MODERNA, PÁG. 154, PROJETO PITANGUÁ CIÊNCIAS, 5º ANO, 3ª EDIÇÃO. SUGESTÃO DE LEITURA PARA A REDE DE ENSINO PÚBLICO EM 2013.

14/11/2012

Editora Moderna indica ao MEC obra em homenagem à Amazônia e ao geógrafo Aziz Ab'Sáber

EDUCAÇÃO
Uma aventura na Amazonia - RAYCHA, terceiro volume da coleçao Toby, está contido no livro Projeto Pitanguá Ciências, 5º ano, 3ª edição, página 154, obra coletiva da Editora Moderna, já aprovado pelo MEC para distribuição na rede nacional de ensino público. A primeira edição, da autora pioneira em livros paradidáticos acessíveis, foi publicada em tinta, braile+tinta ampliada e audiolivro.
A obra está à venda nas lojas e no site da Livraria Cultura. A edição em braile esgotou.
Imagem em baixa resolução. Clicar sobre ela para vê-la ampliada

04/11/2012

                            Pertence à rosa a mais alta dinastia.
Esta foi plantada com um balde de terra do que restou do jardim da casa da Profa. Helena Pignatari antes dele ser concretado, para sempre.

02/11/2012

Celebrar a vida eterna aos finados

Quadra 7, 109. Querido pai, com amor, da filha Gisele.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 


Dia de finados cinzento e friozinho aqui em São Paulo. Não pude ir pessoalmente onde jazem meu pai, avó e avô paternos. Sempre que podia passava por lá para depositar uma rosa e, em oração, pedir que estejam num caminho ensolarado e florido onde um dia nos reencontraremos na vida após a vida. Sempre desejei o mesmo para outros familiares queridos, amigos, conhecidos e desconhecidos. Hoje não poderia ser diferente. Se há dia para lembrar todos os santos conhecidos, há o 2 de novembro para orar por todos os desconhecidos que partiram na esperança da vida eterna, com Jesus.
 

27/10/2012

Emplacamento de rua feito a mão

Emplacamento, em óleo sobre madeira, por José Acioli Dias












(Osasco-SP) Minha família mora aqui desde que era chamada rua Particular.
O emplacamento oficial foi subtraído e jamais recolocado.
A placa foi pintada, a mão, pelo meu pai (primeiro pintor letrista da cidade), há 16 anos...
Na era da computação gráfica não existem mais artistas que pintam letras com as mãos por meio de pincéis e tintas a óleo.
Esta placa é histórica e, talvez, a única na cidade.

18/10/2012

DIA DO MÉDICO: PEÇO DESCULPAS, DOUTOR

Neste 18 de outubro, Dia do Médico, não quero elogios pelas dores que amenizei. Não quero cumprimentos pelos males que curei. Não quero felicitações pelas lágrimas que sequei. Não quero homenagens pelas vidas que salvei.
Embora o médico também seja um artista, deixem os aplausos para os atores, para os cantores e para os dançarinos. Neste dia quero apenas pedir desculpas.
Peço desculpas por ser limitado; por não ter soluções mágicas para todos os problemas; por não ser onipotente, onisciente e onipresente como Deus.
Peço desculpas por não poder ser o que esperam que eu seja e por não ter os poderes que me atribuem.
Peço desculpas por ter que pagar impostos, por ter que me atualizar, por ter que me alimentar, por ter que me vestir, por ter que me locomover, por ter que educar meus filhos. E, em consequência de tudo isto, peço desculpas por ter que cobrar por meus serviços.
Peço desculpas pelos problemas sociais do Brasil, pela fome, pela miséria, pela desnutrição e pelas grandes epidemias. Não está ao meu alcance resolvê-las, embora muitos me culpem por eles.
Peço desculpas por aceitar passivamente o que os governos fizeram com a saúde pública de nosso país. Peço desculpas por ter que trabalhar sem as mínimas condições técnicas e de segurança. Peço desculpas por ajudar a eleger deputados, senadores e até presidentes totalmente insensíveis aos problemas básicos de nossa população.
Peço desculpas pelo meu cansaço e pelo meu mau humor após uma noite de plantão.
Peço desculpas por não estar sempre sorridente e simpático como um funcionário de hotel.
Peço desculpas por ter que me esforçar muito para que os meus problemas pessoais não interfiram em meu trabalho.
Enfim, humildemente, peço desculpas por ser apenas um ser humano.
Um médico brasileiro.

(Transcrito do Boletim da Sociedade de Pediatria do Grande ABC, de autoria do médico Mario Luiz Perrone, Rondonópolis-MS), in 2000)
 

16/10/2012

QUANDO O NEGÓCIO É SAÚDE

APRENDA A SE VIRAR SOZINHO. Ainda mais se você for um paciente que de uma hora para outra virou "plégico", "tetra", "pq", "spp", "renal" e outros codinomes ouvidos nos corredores dos hospitais e ambulatórios. Mas se o paciente estiver na clínica particular, o mesmo profissional o chamará pelo nome.
Mais um episódio da minha outra vida, desta vez como deficiente física portadora de doença crônica.
Findo mais um tratamento contra infecção do trato urinário.
Os sintomas iniciaram em 4 de setembro, quando passei por uma urodinâmica e relatei ao profissional urologista como me sentia. Exame algum foi solicitado.
No dia seguinte passei por um ginecologista e relatei os sintomas. Ele me examinou, coletou material para exame do colo do útero e solicitou uma série de exames, menos um simples exame de urina. O retorno, pasme, somente em dezembro.
Ao longo do mês de setembro, relatei ao convênio as minhas queixas sobre como me sentia. Não tenho mais a sensibilidade de antes. A dor e o ardor são imprecisos. Por fim, como algumas pessoas que me atendem na saúde dizem que a dor é proveniente da minha cabeça e ainda levam o dedo indicador à testa quando me dizem isto, pedi guia para exame de urina para uma psiquiatra. Ela, delicadamente, me atendeu não sem antes se colocar no meu lugar para tentar imaginar como eu me sentia.
Guia na mão, coleta feita e entregue ao laboratório. Resultado: crescimento das pseudomonas sp, bactérias comuns no meio hospitalar, muito resistentes e que habitam em mim desde que fui submetida a várias cirurgias e, infelizmente, ganhei úlceras de pressão e entrei em grave quadro infeccioso que me custou parte da cabeça do fêmur direito e uma osteomielite.
O que eu faria agora com o antibiograma em mãos? Solicitar a conduta médica. Depois de algumas tratativas veio, enfim, a conduta médica e o tratamento. Exatamente um mês após terem iniciado os sintomas. Quem já teve sabe como são insuportáveis as dores.
A saúde está doente. O paciente é tratado como cliente e é visto em partes. O médico, por sua vez, é segmento da mesma engrenagem deste negócio. Alguns estudaram nas melhores escolas públicas e poderiam devolver ao contribuiente um atendimento exemplar. Porém, segmentado e desfigurado, cansado da hipocrisia e, às vezes, distante do seu juramento ainda repete a melancólica frase: "manda quem pode e obedece quem tem juízo". Juízo?

O Abandono de Hipócrates. Foto: Kalila Pinto
Link para a foto:
http://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&frm=1&source=web&cd=1&cad=rja&sqi=2&ved=0CCIQFjAA&url=http%3A%2F%2Folhares.uol.com.br%2Fo-abandono-de-hipocrates-foto500249.html&ei=5Zl9UNLRE5DQ9ATfq4DgDA&usg=AFQjCNE2LpHSmE22YuHtmu6ewul0Yo0Dww


 

14/10/2012

Flagrante: motorista ignora rampa de acesso para deficientes


Mais um flagrante da falta de respeito à acessibilidade dos cadeirantes na cidade de Osasco. Por coincidência, na calçada do Mercado Municipal, em frente ao colégio Ceneart, onde para votar tive que ser carregada no colo, no meio da rua, pois não foi preservado o acesso para cadeirantes na entrada da escola. Também não havia qualquer aviso sobre outro portão de acesso para carros transportando deficientes físicos ao local da votação.