Tenho escrito neste blog somente notícias melancólicas sobre o grave estado em que me encontro após acidente com trauma raquimedular que me deixou na cadeira de rodas, com várias sequelas. Mas para os leitores e admiradores do meu trabalho autoral único, informo que o terceiro livro da coleção Toby: Uma Aventura na Amazônia - RAYCHA foi escolhido pela editora Moderna para compor um dos seus catálogos dirigidos à 5ª série. Quando a editora me ligou pedindo a minha autorização para publicar a capa não sabia se chorava de alegria ou dor. Eu estava deitada torta na minha cama hospitalar, em casa, tomando antibiótico. Nem tudo são dores e flores. A vida é assim. Temos que enfrentar até o limite das nossas possibilidades.25/03/2011
Editora Moderna escolhe livro da Coleção Toby
Tenho escrito neste blog somente notícias melancólicas sobre o grave estado em que me encontro após acidente com trauma raquimedular que me deixou na cadeira de rodas, com várias sequelas. Mas para os leitores e admiradores do meu trabalho autoral único, informo que o terceiro livro da coleção Toby: Uma Aventura na Amazônia - RAYCHA foi escolhido pela editora Moderna para compor um dos seus catálogos dirigidos à 5ª série. Quando a editora me ligou pedindo a minha autorização para publicar a capa não sabia se chorava de alegria ou dor. Eu estava deitada torta na minha cama hospitalar, em casa, tomando antibiótico. Nem tudo são dores e flores. A vida é assim. Temos que enfrentar até o limite das nossas possibilidades.AACD Osasco
Em 3 de março último fui avaliada pela médica fisiatra da AACD de Osasco. Ela não gostou dos exames de imagens da minha coluna e do meu quadril e disse que não comentaria por motivo ético. Entregou-me por escrito pedido de avaliação da paciente ao colega ortopedista responsável pela minha cirurgia (foram 3 na coluna e duas no quadril). Ela quer saber sobre o quadro de paraplegia com soltura de material de síntese na coluna (último segmento), pediu inúmeros exames de sangue, ulttrasom da bexiga e do abdomem ao hospital ao qual estou conveniada.
Amanhã completo o terceiro mês do tratamento com o antibiótico tyenam em casa, via venosa, de oito em oito horas. Mamãe segue firme, abrindo a porta para a enfermagem do hospital até a meia noite. Choro pela dor da inércia em que vivo e pela dor intensa na coluna e nas úlceras de pressão que não cicatrizam pela falta de um protocolo único no que se refere aos cuidados. O hospital não fornece pomadas nem os cuidados, apenas o antibiótico para curar uma infecção decorrente da osteonecrose de parte do meu fêmur direito (uma fratura na bacia não cuidada que evoluiu para este quadro infeccioso e o apodrecimento ósseo na região). O Serviço Domiciliar da Prefeitura de Osasco alega falta de medicamentos para as úlceras.
Para uma pessoa super ativa como eu sempre fui, a dor da inércia é maior do que a dor do corpo físico, que sofre com os espasmos e a tortuosidade da coluna e do quadril. A coluna foi entregue reta pelo Samu e saiu torta do hospital, sem falar do quadril esquecido e operado somente seis meses após eu ter dado entrada com politraumas na emergência do hospital.
Para piorar, minha cuidadora vai me deixar para visitar a mãe no Recife.
Preciso de solução urgente e sei que deveria ter dado entrada num hospital de alta complexidade como o HC. Mas temo, agora, para corrigir o que deve ser corrigido e me reabilitar, ser mais um número como fui tratada até aqui e ficar longe de casa, sem poder dar assistência à minha mãe e sem poder manter minha higiene pessoal no excelente padrão que tenho mantido em casa. Sem falar que voltei a comer e ganhei vida graças ao amor da mamãe no preparo da nossa refeição. No hospital, onde fiquei por oito meses, deixei de apreciar o gosto pela comida, fiquei anêmica e esquálida.
Que Deus nos abençôe e que toque o coração dos médicos e dos burocratas da saúde e da medicina para que eu possa receber os cuidados de que necessito para viver. Amém.
Amanhã completo o terceiro mês do tratamento com o antibiótico tyenam em casa, via venosa, de oito em oito horas. Mamãe segue firme, abrindo a porta para a enfermagem do hospital até a meia noite. Choro pela dor da inércia em que vivo e pela dor intensa na coluna e nas úlceras de pressão que não cicatrizam pela falta de um protocolo único no que se refere aos cuidados. O hospital não fornece pomadas nem os cuidados, apenas o antibiótico para curar uma infecção decorrente da osteonecrose de parte do meu fêmur direito (uma fratura na bacia não cuidada que evoluiu para este quadro infeccioso e o apodrecimento ósseo na região). O Serviço Domiciliar da Prefeitura de Osasco alega falta de medicamentos para as úlceras.
Para uma pessoa super ativa como eu sempre fui, a dor da inércia é maior do que a dor do corpo físico, que sofre com os espasmos e a tortuosidade da coluna e do quadril. A coluna foi entregue reta pelo Samu e saiu torta do hospital, sem falar do quadril esquecido e operado somente seis meses após eu ter dado entrada com politraumas na emergência do hospital.
Para piorar, minha cuidadora vai me deixar para visitar a mãe no Recife.
Preciso de solução urgente e sei que deveria ter dado entrada num hospital de alta complexidade como o HC. Mas temo, agora, para corrigir o que deve ser corrigido e me reabilitar, ser mais um número como fui tratada até aqui e ficar longe de casa, sem poder dar assistência à minha mãe e sem poder manter minha higiene pessoal no excelente padrão que tenho mantido em casa. Sem falar que voltei a comer e ganhei vida graças ao amor da mamãe no preparo da nossa refeição. No hospital, onde fiquei por oito meses, deixei de apreciar o gosto pela comida, fiquei anêmica e esquálida.
Que Deus nos abençôe e que toque o coração dos médicos e dos burocratas da saúde e da medicina para que eu possa receber os cuidados de que necessito para viver. Amém.
31/01/2011
TIA NEYDE
Chegou ontem e voltará hoje para Quatá (SP) a minha querida tia Neyde, irmã mais nova de mamãe. Sua presença trouxe muita alegria para nós. Sem contar que ajudou as horas passarem mais rápido. Recebo a visita de enfermeiros de 8 em 8 horas para aplicar antibiótico na veia. Serão centenas de picadas até o término do tratamento, em julho deste ano. Que Deus me ajude a suportar a dor das intervenções invasivas nos braços.
27/01/2011
Mais antibióticos
Ao retornar, ontem, 26, em consulta ao médico-cirurgião de coluna foi pedido RX da coluna e do quadril. Ele constatou que apesar de toda a carga de antibióticos tomada por mim, há quase um ano, ainda tenho infecção no quadril. Proteus seria o nome das bactérias. Resultado: mais antibióticos na veia durante os próximos seis meses, em casa, de oito em oito horas. Será outra prova muito dura porque minhas veias dos braços estão esclerosadas de tanta manipulação invasiva. Foram milhares de picadas nos últimos dez meses. Mas não tem jeito. Se eu ficar no hospital mais seis meses minha mãe não resistirá; ela quer cuidar de mim e se esforça nesta tarefa com a ajuda da minha cuidadora Fau. Da minha parte, no hospital corro o risco de adquirir mais e mais infecções hospitalares. E vamos lá, até a próxima dose de Evenim (Tyenam). Sinto-me fraca para suportar mais uma cirurgia na coluna para a retirada de parafusos. Ficará para mais tarde. Enquanto isso, sem controle de tronco, fico me equilibranco com dificuldade na cadeira e na cama sentindo os parafusos nas minhas costas magras.
25/01/2011
24 de janeiro
Na segunda, 24, dormi pela primeira vez durante toda a noite, sem interrupções, desde que me acidentei, em 7 de março do ano passado. Com a medicação certa dá para dormir, equilibrar a química cerebral e ter apetite para receber o combustívrl da vida: a alimentação.
O resultado foi um café da manhã preparado pela mamãe, com o amor de sempre, e degustado por mim até o fim, com o mesmo amor. Tenho recebido ajuda e dicas aqui no blog e lanço mais uma: qual seria uma dieta equilibrada para me proteger das infecções e sarar as úlceras de pressão que adquiri na longa internação hospitalar: região sacra e glúteo?
Também me senti fraca na segunda, durante o dia, devido à falta de sono e alimentação. Tudo sanado nesta terça, graças a Deus e às orações dos amigos para os quais liguei pedindo ajuda e falei um monte de bobagens. A fraqueza me levou achar que eu perderia a capacidade de decisão e precisaria de internação em alguma instituição, coisa que jamais se preconiza hoje em dia, somente em último caso.
Vendi meu carrro, também nesta segunda. Uma relíquia colecionada por mim e que me acompanhou nos últimos 23 anos: um Fiat UNO 1.5R, álcool. Aos poucos vou me desprendendo da vida ativa que eu levava para me adaptar à cadeira de rodas e à cama até ser chamada pela AACD de Osasco para iniciar o programa de reabilitação e adaptação. Espero voltar ao trabalho para cumprir o tempo que ainda falta para eu me aposentar.
Agora vou ao banco, pela primeira vez. Preciso pagar contas e ver como anda o meu saldo. Tenho gastado muito com o trabalho de cuidadoras, fisioterapia e remédios.
Até mais!
"O Deus que habita em mim saúda o Deus que mora em ti"
O resultado foi um café da manhã preparado pela mamãe, com o amor de sempre, e degustado por mim até o fim, com o mesmo amor. Tenho recebido ajuda e dicas aqui no blog e lanço mais uma: qual seria uma dieta equilibrada para me proteger das infecções e sarar as úlceras de pressão que adquiri na longa internação hospitalar: região sacra e glúteo?
Também me senti fraca na segunda, durante o dia, devido à falta de sono e alimentação. Tudo sanado nesta terça, graças a Deus e às orações dos amigos para os quais liguei pedindo ajuda e falei um monte de bobagens. A fraqueza me levou achar que eu perderia a capacidade de decisão e precisaria de internação em alguma instituição, coisa que jamais se preconiza hoje em dia, somente em último caso.
Vendi meu carrro, também nesta segunda. Uma relíquia colecionada por mim e que me acompanhou nos últimos 23 anos: um Fiat UNO 1.5R, álcool. Aos poucos vou me desprendendo da vida ativa que eu levava para me adaptar à cadeira de rodas e à cama até ser chamada pela AACD de Osasco para iniciar o programa de reabilitação e adaptação. Espero voltar ao trabalho para cumprir o tempo que ainda falta para eu me aposentar.
Agora vou ao banco, pela primeira vez. Preciso pagar contas e ver como anda o meu saldo. Tenho gastado muito com o trabalho de cuidadoras, fisioterapia e remédios.
Até mais!
"O Deus que habita em mim saúda o Deus que mora em ti"
18/01/2011
5ª Cirurgia
Vencida pela febre bacteriana fui internada no dia 29 de dezembro (após o aniversário da mamãe, é claro). No mesmo dia passei pela quinta cirurgia (a segunda no quadril, as demais foram na coluna). Tive alta médica no dia 14 último graças à sensibilidade da direção médica do hospital em atender petição minha: continuar tratamento profilático a base de antibióticos vancomicina e tazocin em casa. Esse tratamento prosseguirá até esta sexta. Dia 26 tenho retorno médico com o cirurgião-chefe do grupo de coluna para avaliação e possível agendamento do novo procedimento cirúrgico. Poderá ser feita a retirada de parafusos que já perderam a função e estão causando desconforto e atrofia em local entre a parte torácica e lombar da minha sofrida coluna vertebral. Não menos sofrida que o meu trato digestivo. Sofro com a falta de entendimento sobre o porquê tenho tão pouca disposição para ingerir alimentos sólidos. Já comia pouco antes do acidente. Sempre preferi a ingestão de sucos e líquidos comendo apenas o necessário para o meu gosto: salada, arroz, feijão e alguma mistura em pequenas porções. Mas hoje chego a ter vômitos quando passa um pouquinho do limite bastante reduzido aceito pelo meu organismo.
Sinto rigidez na musculatura do estômago e abdômen e as complicações dos espasmos involuntários que me fazem sentir comprimida dentro de mim mesma. Sem falar do pouco gasto calórico devido à paralisia em que me encontro a partir do estômago.
Mas a parte boa de tudo são as pessoas maravilhosas que Deus tem enviado em meu auxílio, cuidado e proteção. Além da mamãe e da maravilhosa Fau, minha cuidadora, conheci e tenho o privilégio de conviver com uma constelação de anjos que se apresentam como enfermeiros.
Sobre esses anjos, contarei depois.
Com a proteção do amado JESUS CRISTO, o Mestre dos mestres, o Senhor do Tempo, vou descansar um pouquinho da cadeira de rodas e do computador no leito.
Sinto rigidez na musculatura do estômago e abdômen e as complicações dos espasmos involuntários que me fazem sentir comprimida dentro de mim mesma. Sem falar do pouco gasto calórico devido à paralisia em que me encontro a partir do estômago.
Mas a parte boa de tudo são as pessoas maravilhosas que Deus tem enviado em meu auxílio, cuidado e proteção. Além da mamãe e da maravilhosa Fau, minha cuidadora, conheci e tenho o privilégio de conviver com uma constelação de anjos que se apresentam como enfermeiros.
Sobre esses anjos, contarei depois.
Com a proteção do amado JESUS CRISTO, o Mestre dos mestres, o Senhor do Tempo, vou descansar um pouquinho da cadeira de rodas e do computador no leito.
28/12/2010
VESTIR
Hoje é aniversário da mamãe. Fany Pecchio completa 90 anos, firme e forte com a graça de Deus que, segundo ela, enviou-lhe o seguinte recado: "ela (eu) vai andar, nem que for devagarinho".
Hoje vesti roupa em casa, pela primeira vez, após meses usando camisola hospitalar. Jamais imaginei que utilizar uma bermuda, passar por dentro dela uma incômoda sonda urinária e vestir um top branco com uma regata amarela fosse tão simples e complicado ao mesmo tempo.
Simples graças à minha cuidadora Fátima e complicado por causa das dores e espasmos que não me permitem ficar muito à vontade diante de costuras, elástico e todo o tipo de compressão na coluna.
Difícil está sendo suportar uma febre com hora marcada, todos os dias, por volta das 15 horas e o inchaço, vermelhidão e alta temperatura no quadril direito, que está torto e foi negligenciado pelos médicos durante meses.
Após alta em 5 de novembro, ainda teve uma médica infectologista que desejou me internar na véspera do Natal, quando lá estive para buscar resultados de exames. Os exames de cultura somente ficaram prontos na segunda, dia 27. O que eu ficaria fazendo internada lá? Ganhando mais Resistência às drogas que supostamente poderiam combater alguma suposta infecção na articulação do quadril direito?
Fui vista como uma politraumatizada ou como uma coluna? Por que não fizeram radiografia e tomografia de todas as partes do meu corpo na minha primeira internação?
Sinto que meu organismo não resistirá mais ao sofrimento das intervenções invasivas, a este tipo de medicina que nos trata como partes e não de maneira holística, considerando a sensibilidade, a dor e o sofrimento de cada paciente que, para alguns médicos, infelizmente, é tratado como cliente. Assim foi escrito em meu longo prontuário. Só não me entregaram resultados de exames importantes como a cintilografia óssea e mais exames de imagem do meu quadril.
Fui internada em março de 2010 e após meses de insistência minha, devido ao inchaço na perna direita, é que passei por uma cirurgia de limpeza do quadril devido à provável osteomielite que abocanhou parte da cabeça do meu fêmur. Isso é o que suponho porque até o momento a equipe de ortopedia não esclareceu o que de fato houve e está acontecendo nesta parte importante do meu corpo, sem a qual não posso sonhar em ter alguma mobilidade ou marcha algum dia.
Importante dizer que a operação, que durou 3h15, foi realizada sem anestesia porque não sinto dor alguma abaixo do estômago. Sinto apenas movimentos e deu para saber que após cortarem minha pele me aspiraram o tempo todo.
Ouvi quando o cirurgião-titular da equipe de quadril disse a dois assistentes: "porque não me chamaram antes, eu estava aqui o tempo todo...poderia ficar comprometido o membro da moça" [minha cabeça de fêmur direita e articulação desta junto ao quadril]
São 13h32. Sinto um pouco de frio nos braços e o termômetro, jamais distante do alcance dos meus braços, acusa a temperatura de 36 graus. Tenho que estar sempre vigilante porque daqui a pouco poderá alcançar 38 graus, causando calafrios pelo corpo.
Rogo a Deus que não permita que isto ocorra no Dia do Aniversário de quem mais amo neste mundo: minha querida mãe. Mas no momento que encerro a mensagem de hoje já saltou para 36,2.
Uma pena. Gostaria que hoje fosse diferente.
Hoje vesti roupa em casa, pela primeira vez, após meses usando camisola hospitalar. Jamais imaginei que utilizar uma bermuda, passar por dentro dela uma incômoda sonda urinária e vestir um top branco com uma regata amarela fosse tão simples e complicado ao mesmo tempo.
Simples graças à minha cuidadora Fátima e complicado por causa das dores e espasmos que não me permitem ficar muito à vontade diante de costuras, elástico e todo o tipo de compressão na coluna.
Difícil está sendo suportar uma febre com hora marcada, todos os dias, por volta das 15 horas e o inchaço, vermelhidão e alta temperatura no quadril direito, que está torto e foi negligenciado pelos médicos durante meses.
Após alta em 5 de novembro, ainda teve uma médica infectologista que desejou me internar na véspera do Natal, quando lá estive para buscar resultados de exames. Os exames de cultura somente ficaram prontos na segunda, dia 27. O que eu ficaria fazendo internada lá? Ganhando mais Resistência às drogas que supostamente poderiam combater alguma suposta infecção na articulação do quadril direito?
Fui vista como uma politraumatizada ou como uma coluna? Por que não fizeram radiografia e tomografia de todas as partes do meu corpo na minha primeira internação?
Sinto que meu organismo não resistirá mais ao sofrimento das intervenções invasivas, a este tipo de medicina que nos trata como partes e não de maneira holística, considerando a sensibilidade, a dor e o sofrimento de cada paciente que, para alguns médicos, infelizmente, é tratado como cliente. Assim foi escrito em meu longo prontuário. Só não me entregaram resultados de exames importantes como a cintilografia óssea e mais exames de imagem do meu quadril.
Fui internada em março de 2010 e após meses de insistência minha, devido ao inchaço na perna direita, é que passei por uma cirurgia de limpeza do quadril devido à provável osteomielite que abocanhou parte da cabeça do meu fêmur. Isso é o que suponho porque até o momento a equipe de ortopedia não esclareceu o que de fato houve e está acontecendo nesta parte importante do meu corpo, sem a qual não posso sonhar em ter alguma mobilidade ou marcha algum dia.
Importante dizer que a operação, que durou 3h15, foi realizada sem anestesia porque não sinto dor alguma abaixo do estômago. Sinto apenas movimentos e deu para saber que após cortarem minha pele me aspiraram o tempo todo.
Ouvi quando o cirurgião-titular da equipe de quadril disse a dois assistentes: "porque não me chamaram antes, eu estava aqui o tempo todo...poderia ficar comprometido o membro da moça" [minha cabeça de fêmur direita e articulação desta junto ao quadril]
São 13h32. Sinto um pouco de frio nos braços e o termômetro, jamais distante do alcance dos meus braços, acusa a temperatura de 36 graus. Tenho que estar sempre vigilante porque daqui a pouco poderá alcançar 38 graus, causando calafrios pelo corpo.
Rogo a Deus que não permita que isto ocorra no Dia do Aniversário de quem mais amo neste mundo: minha querida mãe. Mas no momento que encerro a mensagem de hoje já saltou para 36,2.
Uma pena. Gostaria que hoje fosse diferente.
24/12/2010
Feliz Natal
Aos amigos do Blog da Gisele Pecchio desejo um Natal de Paz e que Jesus possa renascer em nossos corações com a ternura do Menino-Rei que veio para nos salvar e resgatar nosso corpo físico e espiritual.
09/12/2010
EM CASA
Hoje completo 34 dias em casa, sem febre.
Sofro com as dores e os espasmos, naturais do quadro neurológico.
Dia destes cai da cadeira de rodas e ganhei um galo no cocuruto.
A clavícula fraturada no acidente de 7 de março de 2010 voltou a doer por causa da queda e dos espasmos.
Mas tudo passa. As dores também passarão. Talvez aquela dorzinha na alma jamais passe. A dor de saber que ainda não posso voltar ao trabalho, lavar o quintal, arrumar a casa, dirigir o meu carro (já está à venda), acompanhar a mamãe nas compras, no médico, nos passeios que fazíamos juntas.
Mas Deus está no comando de nossas vidas e mesmo, às vezes, sem muita força para perseverar na oração eu continuo agradecendo a Ele pela bondade de me conceder mais um dia, mais uma noite, mais uma refeição, mais uma oportunidade de viver ao lado das pessoas amadas.
Aqui em casa muita coisa mudou, mas permaneceu linda, cheirosa e sempre carregada de flores e brotos a roseira Príncipe Negro* que plantei com tanto amor.
ler sobre minhas Príncipe-Negro no Blog da Gisele Pecchio de 10/7/2008
Sofro com as dores e os espasmos, naturais do quadro neurológico.
Dia destes cai da cadeira de rodas e ganhei um galo no cocuruto.
A clavícula fraturada no acidente de 7 de março de 2010 voltou a doer por causa da queda e dos espasmos.
Mas tudo passa. As dores também passarão. Talvez aquela dorzinha na alma jamais passe. A dor de saber que ainda não posso voltar ao trabalho, lavar o quintal, arrumar a casa, dirigir o meu carro (já está à venda), acompanhar a mamãe nas compras, no médico, nos passeios que fazíamos juntas.
Mas Deus está no comando de nossas vidas e mesmo, às vezes, sem muita força para perseverar na oração eu continuo agradecendo a Ele pela bondade de me conceder mais um dia, mais uma noite, mais uma refeição, mais uma oportunidade de viver ao lado das pessoas amadas.
Aqui em casa muita coisa mudou, mas permaneceu linda, cheirosa e sempre carregada de flores e brotos a roseira Príncipe Negro* que plantei com tanto amor.
ler sobre minhas Príncipe-Negro no Blog da Gisele Pecchio de 10/7/2008
01/12/2010
Gi, querida:
Acabo de saber de seu acidente, por um e-mail que recebi, gerado pelo Orkut, e com uma mensagem de sua mãe.
Vamos trocar experiências.
Também estou sem andar por conta de uma doença neurológica degenerativa que afetou meu equilíbrio e marcha. Não podendo ficar em pé sem auxÌlio, utilizo uma cadeira de rodas para me deslocar. Para complicar, moro numa ilha, com poucos recursos.
Força, moça !
Um beijo,
Sergio
Sergio, querido,
Chorei muito por nós.
Não desejo para a pior criatura deste mundo a forte provação pela qual passamos.
Graças a Deus você casou e tem o amor da mulher e filhos.
Eu tenho uma adorável mãe, que no alto dos seus 89 anos me ajuda como pode.
Tenho uma cuidadora de 2ª a 6ª mas aos sábados e domingos ficamos sós.
Sempre fui muito trabalhadora e ia para a cama somente tarde da noite após tomar meu banho. Sempre gostei de dormir e acordar limpinha e cheirosa.
Hoje, somente saio da cama com ajuda para o banho e higiene.
Tenho uma cirurgia extensa nas costas, de T2 a L1 devido a uma queda de 4,5m, além de três úlceras de pressão. Minha bacia foi negligenciada pelos médicos e está torta à direita.
Quase perdi a perna direita devido a esse problema que gerou uma série de infecções hospitalares.
Agora estou em casa, após 8 meses de hospital, com febres que se arrastavam por dias e noites, onde entrei com fratura de clavícula, perfuração de pulmão, trauma raquimedular e no quadril.
Sofro com dores e limitações no paraíso do meu lar, ao lado da mamãe que jamais me abandonará*.
Beijo meu, Gi
nota: Sergio é economista e jornalista pela USP e recebeu de Deus o dom das letras em forma de poesia e da crítica literária. É dele um dos comentários na contra capa do meu primeiro livro: "Um Par de Asas para Toby".
(*) Temos em casa um cãozinho poodle de nome Toby, batizado assim pela minha sobrinha Marianna em homenagem ao personagem Toby. Pessoa alguma chega até mim sem passar por ele. Um amor de cãozinho, "uma virtude que impedida de tomar forma humana fez-se animal", como disse o escritor Victor Hugo. Por isso, "não te envergonhes se, às vezes, os animais estejam mais próximos de ti do que as pessoas. Eles foram criados pela mesma mão criadora de Deus que nos criou. É nosso dever protrgê-los e promover o seu bem estar", disse Madre Tereza de Calcutá. "Eles dividem conosco o privilégio de ter uma alma", segundo Pitágoras.
Acabo de saber de seu acidente, por um e-mail que recebi, gerado pelo Orkut, e com uma mensagem de sua mãe.
Vamos trocar experiências.
Também estou sem andar por conta de uma doença neurológica degenerativa que afetou meu equilíbrio e marcha. Não podendo ficar em pé sem auxÌlio, utilizo uma cadeira de rodas para me deslocar. Para complicar, moro numa ilha, com poucos recursos.
Força, moça !
Um beijo,
Sergio
Sergio, querido,
Chorei muito por nós.
Não desejo para a pior criatura deste mundo a forte provação pela qual passamos.
Graças a Deus você casou e tem o amor da mulher e filhos.
Eu tenho uma adorável mãe, que no alto dos seus 89 anos me ajuda como pode.
Tenho uma cuidadora de 2ª a 6ª mas aos sábados e domingos ficamos sós.
Sempre fui muito trabalhadora e ia para a cama somente tarde da noite após tomar meu banho. Sempre gostei de dormir e acordar limpinha e cheirosa.
Hoje, somente saio da cama com ajuda para o banho e higiene.
Tenho uma cirurgia extensa nas costas, de T2 a L1 devido a uma queda de 4,5m, além de três úlceras de pressão. Minha bacia foi negligenciada pelos médicos e está torta à direita.
Quase perdi a perna direita devido a esse problema que gerou uma série de infecções hospitalares.
Agora estou em casa, após 8 meses de hospital, com febres que se arrastavam por dias e noites, onde entrei com fratura de clavícula, perfuração de pulmão, trauma raquimedular e no quadril.
Sofro com dores e limitações no paraíso do meu lar, ao lado da mamãe que jamais me abandonará*.
Beijo meu, Gi
nota: Sergio é economista e jornalista pela USP e recebeu de Deus o dom das letras em forma de poesia e da crítica literária. É dele um dos comentários na contra capa do meu primeiro livro: "Um Par de Asas para Toby".
(*) Temos em casa um cãozinho poodle de nome Toby, batizado assim pela minha sobrinha Marianna em homenagem ao personagem Toby. Pessoa alguma chega até mim sem passar por ele. Um amor de cãozinho, "uma virtude que impedida de tomar forma humana fez-se animal", como disse o escritor Victor Hugo. Por isso, "não te envergonhes se, às vezes, os animais estejam mais próximos de ti do que as pessoas. Eles foram criados pela mesma mão criadora de Deus que nos criou. É nosso dever protrgê-los e promover o seu bem estar", disse Madre Tereza de Calcutá. "Eles dividem conosco o privilégio de ter uma alma", segundo Pitágoras.
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